O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego aumentou menos do que o esperado na semana passada, sugerindo que as condições do mercado de trabalho permaneceram estáveis.
Alta de 9.000 pedidos, abaixo das expectativas
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 9.000, para 197.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 25 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 200.000 pedidos para a última semana.
O aumento reverteu parcialmente a queda da semana anterior, que havia levado os pedidos ao nível mais baixo desde o final de 1969. A volatilidade é comum em julho, quando as montadoras de veículos motorizados costumam paralisar as fábricas para manutenção anual.
Fatores sazonais e distorções nos dados
A General Motors manteve em operação a maioria de suas fábricas de montagem este ano, enquanto a Ford Motor cancelou as tradicionais paradas em suas fábricas de caminhões. Isso pode ter distorcido o modelo que o governo utiliza para eliminar as flutuações sazonais dos dados de pedidos de auxílio-desemprego.
De acordo com analistas, o mercado de trabalho permanece em um modo de "contratação lenta, demissão lenta", com empresas cautelosas em meio a incertezas econômicas. A taxa de desemprego continua baixa, e a criação de vagas tem sido consistente, embora em ritmo moderado.
Fed mantém juros inalterados
O Federal Reserve manteve, na quarta-feira, sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, sinalizando cautela diante de dados mistos sobre a economia. A decisão reflete a busca por equilíbrio entre controlar a inflação e não prejudicar o mercado de trabalho.
Especialistas avaliam que os números de hoje reforçam a visão de que o mercado de trabalho está resiliente, mas perdeu o dinamismo visto no início do ano. Ainda assim, a estabilidade nos pedidos de auxílio-desemprego é um sinal positivo para a economia como um todo.



