O dólar opera próximo da estabilidade nesta sexta-feira (24), enquanto investidores avaliam o impacto das novas tarifas dos Estados Unidos e as crescentes tensões no Oriente Médio. O Ibovespa, por sua vez, tenta uma recuperação após perdas recentes.
Tarifas dos EUA e tensões geopolíticas no foco
O mercado cambial reflete a cautela global após os Estados Unidos imporem uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, que passa a valer hoje. A medida, segundo analistas, pode afetar as exportações nacionais e pressionar a balança comercial. Além disso, o conflito no Oriente Médio continua no radar, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertando que a situação 'está saindo do controle'.
Fluxo estrangeiro e projeções
O JPMorgan emitiu um alerta de que o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não deve durar. Apesar da entrada de capital nas últimas semanas, o banco norte-americano aponta que fatores como incerteza fiscal e política podem reverter o movimento. Enquanto isso, a Expert XP 2026 reúne nomes como Will Smith, Gabriel Galípolo e Mike Pompeo para discutir o cenário econômico.
Mercado de ações: destaques do dia
Entre as ações, destaque para a ISA Energia, que precificou suas ações em R$ 27 por papel em uma oferta que pode levantar R$ 1,2 bilhão. A Axia (AXIA3) convocou assembleia para votar a incorporação de subsidiárias. Já a PetroReconcavo ficou de fora da nova carteira do Ibovespa, enquanto a Tenda entrou. O mercado também repercute o balanço 'decepcionante' da Tesla, que fez Elon Musk perder R$ 94,86 bilhões em um dia.
Renda fixa e investimentos
No segmento de renda fixa, a PublicidadeVanguard alerta que 'a renda fixa, que antigamente protegida, precisa ser reavaliada'. As LCIs e LCAs devem pagar menos em 2026 com o fim da isenção fiscal. O Fiagro VGIA11 desabou 25% após inadimplência de CRA, com a gestora classificando a reação como 'irracional'.
Política e economia
Na política, o governador Ronaldo Caiado comparou a crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro a um programa 'Casos de Família'. Flávio oficializará sua candidatura sem vice, após dificuldades para ampliar alianças. Já o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que o governo segue na correção fiscal e que a estabilização da dívida é a 'última milha'.



