Marinho diz receber com tranquilidade inquérito sobre repasses de Vorcaro a filme de Bolsonaro
Marinho: tranquilidade com inquérito sobre repasses a filme

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, afirmou que recebeu “com tranquilidade” a notícia da abertura de inquérito para investigar repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. “Recebemos a decisão com tranquilidade e temos certeza de que a investigação demonstrará a inexistência de qualquer ato ilícito”, disse Marinho em nota à imprensa.

Investigação autorizada pelo STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira, 23, a abertura da investigação a pedido da Polícia Federal (PF) e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entendeu haver elementos suficientes para instaurar o inquérito. Flávio Bolsonaro trocou mensagens com Vorcaro solicitando recursos para a produção do filme. Na época, o pré-candidato afirmou que o pedido se tratava de patrocínio e negou irregularidades.

Repasses milionários e promessa não cumprida

Segundo revelou o The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro US$ 24 milhões (R$ 134 milhões) para o filme, dos quais ao menos US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) foram efetivamente repassados até maio de 2025. Apesar de ter prometido divulgar uma planilha com os detalhes do financiamento em 30 dias, em 19 de maio, o senador ainda não cumpriu o compromisso.

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Reações políticas

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, classificou a abertura do inquérito como “importante”. “É bom que apure para que tudo fique esclarecido. Acho importante a iniciativa”, disse à coluna Bela Megale, no O Globo. O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) considerou a decisão de Mendonça “muito republicana” e afirmou que o inquérito mantém em evidência o que chamou de “maior escândalo de corrupção da história do Brasil”. Ele cobrará explicações de outros políticos sobre o caso, que envolve o Centrão, ministros do STF, os governos Lula e Bolsonaro, e o próprio Flávio. O PT também se manifestou nas redes sociais: “Estamos há 65 dias esperando explicações do Flávio sobre o dinheiro recebido do Banco Master”. A reportagem procurou Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, mas não obteve resposta.

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