O dólar à vista operava perto da estabilidade frente ao real na manhã desta terça-feira (4), enquanto no exterior a moeda norte-americana cedia ante outras divisas de países emergentes, com a guerra no Oriente Médio novamente no centro das atenções. O petróleo Brent, que havia avançado mais cedo em Londres, registrava queda por volta das 9h (horário de Brasília), na faixa de US$ 81 o barril, e os rendimentos dos Treasuries também cediam.
Cotação do dólar hoje
Às 9h16, o dólar à vista caía 0,09%, cotado a R$ 5,083 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro — o mais líquido no mercado brasileiro — recuava 0,15%, para R$ 5,1175. Na sessão anterior, o dólar à vista havia fechado com alta de 0,38%, aos R$ 5,0877.
O mercado acompanha os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que têm influenciado os preços do petróleo e o apetite por risco global. A queda do Brent e dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA contribui para aliviar a pressão sobre moedas emergentes, incluindo o real.
Indicadores econômicos
Nos indicadores, a produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho na comparação com maio, marcando o segundo resultado negativo consecutivo do ano. Ante junho de 2025, a indústria cresceu 1,7%, após variação de 0,2% em maio. No acumulado do ano, a expansão é de 1,5%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço chega a 0,7%.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram uma desaceleração do setor industrial, que pode influenciar as decisões de política monetária do Banco Central. A queda na produção industrial reforça a expectativa de que a economia brasileira possa enfrentar desafios no segundo semestre, o que tende a impactar o câmbio e os investimentos.
Impacto no mercado
A combinação de fatores externos e internos mantém o dólar em um patamar elevado, mas com leve viés de baixa nesta manhã. A guerra no Oriente Médio continua a gerar incertezas, mas a queda do petróleo e dos juros dos Treasuries ajuda a conter a aversão a risco.
Analistas avaliam que, se a produção industrial continuar em queda, o Banco Central pode ser levado a manter ou até reduzir a taxa Selic, o que pressionaria o câmbio. Por outro lado, a entrada de recursos externos em busca de oportunidades na bolsa brasileira pode oferecer suporte ao real.
Com informações da Reuters.



