O dólar alcançou o maior patamar em um mês nos mercados internacionais, refletindo a crescente expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa elevar novamente as taxas de juros. O movimento é alimentado por incertezas geopolíticas no Oriente Médio e persistentes preocupações com a inflação global.
Pressão do Fed e dos juros
Investidores aumentaram as apostas em um novo aperto monetário nos Estados Unidos, após dados recentes indicarem resiliência da economia americana. A possibilidade de juros mais altos por mais tempo fortalece o dólar, tornando ativos denominados na moeda mais atrativos. Segundo analistas de mercado, a probabilidade de um aumento na reunião de setembro do Fed subiu significativamente.
Oriente Médio e inflação
As tensões no Oriente Médio, especialmente em relação ao conflito entre Israel e Hamas, elevam a aversão ao risco, beneficiando o dólar como porto seguro. Além disso, preocupações com a inflação persistente, impulsionada por preços de energia e commodities, contribuem para a busca pela moeda americana. O petróleo, por exemplo, registrou alta recente, o que pressiona ainda mais os preços ao consumidor.
O movimento cambial ocorre em um contexto de incertezas sobre os próximos passos dos bancos centrais, com o Fed sinalizando cautela. Enquanto isso, o dólar forte impacta economias emergentes e moedas como o real, que podem sofrer desvalorização adicional.



