Gafi alerta: crimes com criptomoedas ficam mais complexos e bilhões são movimentados
Gafi: crimes com criptomoedas ficam mais complexos e bilhões movimentados

O Grupo de Ação Financeira (Gafi) alertou nesta quinta-feira que criminosos estão explorando brechas regulatórias para movimentar bilhões de dólares em recursos ilícitos por meio do setor de criptomoedas. A análise mais recente do órgão intergovernamental, sediado em Paris e focado no combate à lavagem de dinheiro, aponta que os crimes envolvendo ativos virtuais se tornaram mais complexos e interligados no último ano.

Desafios persistentes na detecção de fluxos ilícitos

Segundo o documento, reguladores, instituições financeiras e empresas do setor cripto enfrentam desafios persistentes e relevantes para detectar e impedir fluxos de lavagem de dinheiro originados de esquemas fraudulentos e redes de golpes de investimento. O Gafi destacou que, embora tenha havido alguma melhora no número de países que seguem suas recomendações, ainda existem lacunas significativas na implementação de medidas concretas para reduzir crimes ligados ao mercado de criptoativos.

Progresso na conformidade, mas lacunas persistem

Em abril de 2026, 51 das 149 jurisdições avaliadas estavam amplamente em conformidade com os padrões do Gafi para criptomoedas, o que representa pouco mais de um terço (34%) das nações analisadas. Esse número subiu em relação aos 29% registrados no ano anterior, indicando um avanço, mas ainda insuficiente para coibir a atividade criminosa.

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Stablecoins como ferramenta de criminosos

O relatório também aponta que o uso de stablecoins — criptomoedas atreladas a um ativo de referência, como o dólar — por agentes ilícitos avançou no último ano. Em alguns casos, redes criminosas chegaram a desenvolver suas próprias stablecoins, com mecanismos para resistir ao congelamento ou à apreensão por autoridades. Isso representa um novo desafio para os órgãos reguladores, que precisam se adaptar rapidamente para conter essas práticas.

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