Titulares de cartório lideram ranking de renda no IRPF 2023
Titulares de cartório lideram ranking de renda no IRPF

A Receita Federal divulgou nesta quarta-feira (15) um balanço das maiores e menores rendas declaradas no Brasil, com base nas declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) entregues em 2023. O ranking apresenta a média de rendimentos totais por ocupação.

Maiores rendimentos: cartórios e Judiciário no topo

Os titulares de cartórios lideram a lista com rendimento médio anual de R$ 2,8 milhões. Em seguida, aparecem membros do Poder Judiciário (juízes, desembargadores e ministros), com R$ 1,44 milhão, e membros do Ministério Público (promotores e procuradores), com R$ 1,26 milhão. Diplomatas e afins registram R$ 745,4 mil, enquanto advogados do setor público e procuradores da Fazenda têm R$ 651,5 mil.

Atletas e desportistas aparecem com R$ 544 mil, médicos com R$ 530,2 mil, e servidores das carreiras do Banco Central, CVM e Susep com R$ 525,5 mil. Pilotos de aeronaves e comandantes de embarcações somam R$ 494 mil, e servidores de auditoria fiscal e fiscalização, R$ 487,6 mil. Dirigentes de empresas industriais e comerciais registram R$ 440,4 mil, e produtores na exploração agropecuária, R$ 362,9 mil.

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Profissões liberais e servidores públicos

Advogados têm média de R$ 348,2 mil; engenheiros e arquitetos, R$ 335,8 mil; servidores do Judiciário e oficiais de Justiça, R$ 327,9 mil. Cantores e compositores aparecem com R$ 325 mil, atores e diretores de espetáculos com R$ 309 mil, e professores do ensino superior com R$ 302,8 mil. Servidores do Poder Legislativo registram R$ 300,8 mil, enquanto economistas, administradores e contadores têm R$ 294,2 mil.

Agrônomos e afins somam R$ 293,8 mil; servidores do Ministério Público, R$ 283,4 mil; físicos, químicos e geólogos, R$ 261,1 mil. Presidentes e diretores de organismos internacionais registram R$ 256,6 mil, e gerentes de empresas, R$ 251,3 mil. Membros do Poder Executivo (presidente, vice) têm R$ 248,4 mil, delegados de polícia, R$ 244,9 mil, e sociólogos e cientistas políticos, R$ 242 mil.

Média geral e menores rendas

Segundo a Receita Federal, a média geral de rendimentos entre os mais de 41,6 milhões de declarantes foi de R$ 163 mil por ano. No extremo oposto, as menores médias incluem trabalhadores da transformação de metais (R$ 91,4 mil), instrutores de cursos livres (R$ 91,3 mil) e trabalhadores na exploração agropecuária (R$ 91 mil).

Pescadores e extrativistas florestais têm R$ 90,7 mil; trabalhadores de instalações siderúrgicas, R$ 90,3 mil; cinegrafistas e fotógrafos, R$ 86,9 mil; técnicos em transportes, R$ 84,1 mil. Joalheiros e vidreiros registram R$ 83,5 mil; vendedores ambulantes, R$ 83,4 mil; trabalhadores de fabricação eletroeletrônica, R$ 82,7 mil; reparação e manutenção, R$ 80,9 mil; profissionais de educação física (exceto professores), R$ 80,6 mil; corretores de imóveis, R$ 80,1 mil.

Trabalhadores da fabricação de alimentos registram R$ 79,7 mil; serviços de proteção e segurança (exceto militares), R$ 77,3 mil; outras instalações agroindustriais, R$ 77,2 mil; condutores de veículos de transporte, R$ 76,6 mil; serviços de saúde, R$ 75,5 mil; indústria extrativa e construção civil, R$ 75,3 mil; indústrias têxtil e calçados, R$ 73,8 mil. Outros trabalhadores de serviços diversos têm R$ 73,6 mil; técnicos da ciência da saúde humana, R$ 72,9 mil; atendimento ao público, R$ 70,8 mil; indústrias de madeira e mobiliário, R$ 70,2 mil; motoristas de passageiros, R$ 69,9 mil; serviços de administração e conservação, R$ 67 mil; hotelaria e alimentação, R$ 64,8 mil; operadores de máquinas agropecuárias, R$ 64,4 mil; montadores de instrumentos de precisão, R$ 58,4 mil; serviços de embelezamento, R$ 57,2 mil; e trabalhadores domésticos, R$ 57,4 mil.

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