A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) criticou a tarifa de 25% imposta pelo governo Trump sobre produtos brasileiros, que afeta US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio. A medida, anunciada pelo governo norte-americano, entra em vigor em 22 de julho e visa combater práticas comerciais consideradas desleais pelo Brasil.
Impacto nas exportações brasileiras
De acordo com a Amcham Brasil, a tarifa de 25% atinge diretamente US$ 11 bilhões em vendas externas do Brasil para os Estados Unidos, abrangendo setores industriais e agrícolas. A entidade alerta que a decisão pode prejudicar o comércio bilateral e desestimular investimentos entre os dois países. O governo Trump justifica a medida como resposta a supostas práticas desleais do Brasil, mas a Amcham defende o diálogo como caminho para evitar escalada.
Posição da Amcham
Em nota, a Amcham Brasil afirmou que "a imposição de tarifas unilaterais é prejudicial para ambas as economias" e que "o diálogo entre os governos é essencial para mitigar os efeitos e evitar novas tarifas". A entidade representa empresas americanas e brasileiras e teme que a medida reduza a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos EUA.
Setores mais afetados
Os setores mais impactados incluem máquinas e equipamentos, produtos químicos, carnes, café e suco de laranja. A indústria responde por aproximadamente 60% dos US$ 11 bilhões afetados, enquanto o agronegócio representa os 40% restantes. A Amcham ressalta que a tarifa pode elevar custos para consumidores americanos e pressionar a inflação nos EUA.
Reações e perspectivas
O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente, mas a Amcham espera que haja negociação para reverter ou reduzir a tarifa. A entidade lembra que o Brasil e os EUA são parceiros comerciais importantes e que a medida pode gerar retaliações. A Amcham conclui que "o caminho do diálogo é o único capaz de preservar os interesses de ambos os países".



