Vale (VALE3): expectativas de Ebitda e impacto de custos no 2T26
Vale: Ebitda e custos no 2T26 - o que esperar

Mais força de preços em metais básicos, mas mais risco vindo de custos de produção do minério de ferro. Essa é a expectativa de analistas para o balanço da Vale (VALE3), que será divulgado na noite desta quinta-feira (30). Os preços realizados mais baixos para minério de ferro devem pressionar o segmento da mineradora.

Expectativas para o Ebitda

A Vale deve apresentar lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado de cerca de US$ 3,8 bilhões no segundo trimestre, com queda de 2% na comparação trimestral, segundo o Safra. O Itaú BBA estima queda de 7% do Ebitda proforma na base trimestral, para US$ 3,63 bilhões. Já o consenso LSEG aponta para um Ebitda proforma de US$ 3,831 bilhões.

Metais básicos: sinais mistos

Na análise do Safra, a unidade de metais básicos deve ter Ebitda 17% maior, impulsionada pelos preços mais altos de cobre e níquel. O banco destaca que a razão do avanço são os preços elevados dessas commodities. Por outro lado, o Itaú BBA tem visão diversa e considera que a divisão deve ter Ebitda 11% menor. Para o BBA, mesmo com valores mais altos, os volumes foram menores e podem compensar o ganho de preço. A análise cita também menor receita com subprodutos e custos maiores.

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Minério de ferro sob pressão

Mesmo com maior número de embarques, com alta de 16% para 79,5 milhões de toneladas, o aumento no custo C1 (custo que envolve mina, ferrovia e porto) para US$ 30,1 por tonelada (alta de +US$ 2 por tonelada) deve pressionar o segmento. Além dos custos caixa C1, a pressão na divisão de Soluções de Minério de Ferro deve acontecer também pela redução de preços realizados. O Itaú BBA projeta o preço realizado de minério de ferro de US$ 95 por tonelada no período.

Estimativas dos analistas

Confira as estimativas para o segundo trimestre de 2026 (2T26e) em milhões de dólares: o Itaú BBA projeta receita líquida de US$ 10.086 milhões, Ebitda proforma de US$ 3.630 milhões e lucro líquido de US$ 1.755 milhões. A Genial estima receita de US$ 10.346 milhões, Ebitda de US$ 3.830 milhões e lucro de US$ 2.030 milhões. O consenso LSEG aponta receita de US$ 10.470 milhões, Ebitda de US$ 3.831 milhões e lucro de US$ 1.849 milhões. A margem Ebitda projetada pelo Itaú BBA é de 37,0%.

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