Ibovespa cai mais de 1% com forte queda de bancos; emergentes pressionam
Ibovespa recua mais de 1% com queda de bancos e emergentes

O Ibovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira (16), recuando 1,23% aos 128.459 pontos, em um dia negativo para mercados emergentes. O principal índice da bolsa brasileira foi pressionado principalmente pelo setor bancário, que registrou perdas expressivas, enquanto o dólar subiu 0,8% cotado a R$ 5,12.

Bancos lideram perdas no Ibovespa

As ações dos grandes bancos tiveram queda acentuada: Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 2,5%, Bradesco (BBDC4) recuou 2,8% e Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,9%. A pressão sobre o setor ocorre em meio a preocupações com o cenário macroeconômico doméstico e a possibilidade de aumento da inadimplência.

Segundo analistas da XP Investimentos, a aversão ao risco global também pesou, com os investidores fugindo de ativos de países emergentes após dados fracos da China e a expectativa de alta de juros nos Estados Unidos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Emergentes em queda generalizada

O movimento de baixa não foi isolado no Brasil. Outras bolsas emergentes também caíram: o índice MSCI de mercados emergentes recuou 1,5%, com destaque para as perdas na China (Xangai -2,1%) e na Índia (Sensex -1,3%).

“O cenário externo é desfavorável para emergentes, com o fortalecimento do dólar e a perspectiva de juros mais altos nos EUA”, afirmou em nota a corretora Guide Investimentos. “Isso reduz o apetite por risco e provoca saída de capital desses países.”

Dólar sobe e juros futuros avançam

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 0,8%, cotado a R$ 5,12, influenciado pela busca por segurança e pela aversão ao risco. A moeda americana também se fortaleceu ante outras divisas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

No mercado de juros, as taxas futuras subiram: o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 13,65% para 13,72%, enquanto o DI para janeiro de 2029 avançou de 13,20% para 13,30%. O movimento reflete as preocupações com a inflação e a política monetária.

Petrobras e Vale oscilam

As ações da Petrobras (PETR4) fecharam estáveis, com leve alta de 0,1%, apesar da queda do petróleo no mercado internacional. Já a Vale (VALE3) recuou 0,5%, acompanhando o minério de ferro em baixa na China.

No cenário corporativo, destaque para a Eletrobras (ELET3), que caiu 1,2% após o governo indicar que pode rever o processo de privatização. A companhia não comentou o assunto.

Perspectivas para os próximos dias

Analistas do mercado projetam que o Ibovespa pode continuar volátil, acompanhando o noticiário internacional e os dados econômicos dos EUA. A agenda doméstica da próxima semana inclui a divulgação do IPCA-15 de julho e a ata do Copom, que podem influenciar as expectativas de juros.

“O mercado está atento aos sinais do Banco Central sobre a trajetória da Selic. Qualquer sinalização de alta pode pressionar ainda mais os ativos de risco”, disse em relatório o banco BTG Pactual.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar