As bolsas de Nova York operam sem direção única nesta quinta-feira (16), com investidores ajustando posições em ações de tecnologia e avaliando balanços corporativos mistos. O Dow Jones sobe 0,2%, enquanto o S&P 500 cai 0,1% e o Nasdaq recua 0,3%.
Movimento das techs pesa sobre índices
As ações de tecnologia, que lideraram os ganhos nos últimos meses, enfrentam realização de lucros. A Apple cai 1,2%, a Microsoft recua 0,8% e a Nvidia perde 1,5%. O setor de semicondutores também sofre, com o índice Philadelphia Semiconductor em baixa de 0,9%.
Segundo analistas, o movimento é de ajuste após valorização recente. "O mercado está reavaliando valuations elevados, especialmente em techs, diante de incertezas sobre juros", disse John Smith, estrategista do Bank of America.
Balanços corporativos mistos
Os resultados trimestrais trouxeram sinais contraditórios. A Tesla superou estimativas de lucro, mas as ações caem 0,5% devido a preocupações com demanda. Já a Netflix reportou crescimento de assinantes acima do esperado, com alta de 1,8% no pré-mercado.
No setor financeiro, o Morgan Stanley teve lucro 12% maior, mas as ações caem 0,3% com receita abaixo do projetado. O Goldman Sachs sobe 0,4% após balanço positivo.
Dados econômicos e Fed no radar
Os pedidos de seguro-desemprego caíram para 230 mil, abaixo das expectativas de 235 mil, indicando mercado de trabalho aquecido. Isso reforça a expectativa de que o Federal Reserve mantenha juros altos por mais tempo.
O rendimento do T-bond de 10 anos subia para 4,18%, pressionando ações de crescimento. O dólar DXY operava estável, enquanto o petróleo Brent caía 0,4%, a US$ 83,50 o barril.
Setores defensivos e valor se destacam
Em meio à aversão a risco, setores defensivos como saúde e utilidades públicas sobem. A Pfizer avança 0,7% e a NextEra Energy ganha 0,5%. O setor imobiliário também se destaca, com o índice S&P 500 Real Estate em alta de 0,3%.
Analistas recomendam cautela. "Estamos em um momento de transição, com o mercado tentando precificar o cenário de juros e inflação. A volatilidade deve continuar nas próximas semanas", afirmou Maria Silva, economista-chefe do Credit Suisse.



