A Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Cariri, recebe milhares de visitantes no Parque Pedro Felício Cavalcanti até o próximo domingo (19). A programação inclui artesanato, exposição de animais e feira gastronômica. A expectativa é de movimentar cerca de R$ 150 milhões, superando o valor arrecadado em 2025.
Exposição de animais: 3 mil exemplares em destaque
Nos pavilhões, há bovinos, ovinos, caprinos, equinos e aves, que retornaram ao espaço depois de alguns anos. São cerca de 3 mil animais expostos. "A gente tem animais de vários estados do Nordeste, com exceção do Maranhão e de Sergipe. Houve um crescimento, 95% do pavilhão superior do parque foi lotado. Hoje tem um número de animais que há muitos anos a gente não tinha, tudo foi preenchido. Em torno de 3 mil animais, e muitos já saíram em vendas realizadas. A feira está um sucesso de vendas e de leilões", explica o coordenador agropecuário da Expocrato, Gonzaga Melo.
Passeio em família: pôneis encantam crianças
O policial militar Celso Moreira, morador do Crato, aproveitou os primeiros dias da exposição para trazer os filhos de 2 e 3 anos. "Todo ano a gente vem, eles ficam muito ansiosos, principalmente para essa volta aí no pônei, é o que eles mais gostam. Pelo menos há dois meses eles perguntam quando ia ser. O mais velho acordou seis horas da manhã já perguntando que horas a gente vinha. Eles estão realizando aí o sonho. A gente vem só pra passear com eles", comenta Moreira.
Novos animais silvestres no Santuário de Répteis
Outro espaço que atrai o público é o Santuário de Répteis e Companhia, com cobras, jacarés, lagartos, tartarugas e outras atrações. São 15 espécies expostas. Este ano, três animais silvestres estão entre os destaques: a coruja suindara (conhecida como rasga-mortalha), o urubu-rei (apelidado de Zeca Urubu) e o jacaré-coroa. O urubu-rei atinge até 3 metros de comprimento e vive cerca de 30 anos; o exemplar em exposição tem 4 anos. O jacaré-coroa é uma das menores espécies do Brasil, com aproximadamente um metro e meio de comprimento, e é muito agressivo. O espaço funciona de 10h30 às 22h até domingo. "Está muito movimentado, principalmente as crianças que têm gostado bastante para perderem o medo de interagir, principalmente com as cobras. E criança de até quatro anos não paga", explica um dos organizadores, o estudante de veterinária Davi de Castro.
Artesanato: vitrine para artesãs locais
O artesanato também marca presença, com peças de xilogravura, crochê e outros estilos. Inês Irineuda, artesã desde os 13 anos, representa a associação de Antonina do Norte. "É um trabalho brilhante, são mãos que transformam e brilham as casas de todos. A gente segue em frente para passar para as próximas gerações. E aqui a gente tem a oportunidade de mostrar um pouco do nosso trabalho. Estou aqui com orgulho, representando a associação, há quatro anos, aqui dentro desse espaço na exposição", fala Inês, emocionada.



