O corpo de Reginaria Bandeira da Silva, 22 anos, foi encontrado na manhã desta segunda-feira (27) em uma área de mata às margens do km 18 da estrada de Porto Acre, no interior do Acre. A principal suspeita é de feminicídio, e o ex-companheiro da vítima já confessou o crime, segundo a Polícia Civil.
Desaparecimento e buscas
Moradora do Conjunto Jorge Lavocat, em Rio Branco, Reginária estava desaparecida desde a última sexta-feira (24). Familiares divulgaram nas redes sociais pedindo informações, informando que ela foi vista pela última vez com um vestido vermelho e uma sandália branca. O desaparecimento foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), e o Núcleo de Busca de Pessoas Desaparecidas da Delegacia de Homicídios iniciou as diligências.
O delegado Cristiano Bastos, responsável pela investigação, afirmou que as equipes ouviram familiares e levantaram informações sobre os últimos passos da jovem. "Isso nos permitiu chegar ao suspeito", relatou. As investigações levaram ao ex-companheiro de Reginaria, que não teve o nome divulgado. Ele confessou o crime e indicou à polícia o local onde o corpo foi deixado.
Linha de investigação
Conforme o delegado, durante a apuração surgiram indícios de que Reginária poderia ter sido vítima de feminicídio. A partir disso, a Delegacia de Homicídios passou a atuar em conjunto com a Deam. A principal linha de investigação é que o crime tenha sido motivado pelo fim do relacionamento, já que o ex-companheiro e a vítima estavam separados.
O corpo da jovem não apresentava lesões aparentes provocadas por arma de fogo ou arma branca. Somente os exames periciais e a necropsia no Instituto Médico Legal (IML) deverão apontar a causa da morte. Equipes da Polícia Civil, da perícia criminal e do IML estiveram no local para os procedimentos de investigação e remoção do corpo.
Suspeito detido
O suspeito está detido na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na capital acreana. Ele deve passar por audiência de custódia nos próximos dias. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a dinâmica do crime, mas as investigações continuam para esclarecer todos os fatos.
Como denunciar violência contra a mulher
A Polícia Militar do Acre disponibiliza números de WhatsApp para denúncias de violência contra a mulher: (68) 99609-3901, (68) 99611-3224, (68) 99610-4372 e (68) 99614-2935. Além disso, existem outros canais:
- Polícia Militar - 190: quando a mulher está correndo risco imediato;
- Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel;
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos, de forma anônima;
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros e psicólogos precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência, encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A violência contra a mulher é crime e deve ser denunciada. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher reforça a importância de registrar ocorrências para que casos como o de Reginaria sejam investigados e punidos.



