Na tarde de domingo (26), um homem de 22 anos foi brutalmente agredido por um grupo de mais de dez pessoas próximo ao terminal do Graciliano Ramos, na parte alta de Maceió. Segundo a Polícia Civil, os agressores são membros de uma torcida organizada do CSA. A vítima foi encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE).
Ataque registrado em vídeo
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o jovem cercado e espancado no meio da rua. Além dos agressores que aparecem nas gravações, a polícia investiga suspeitos que podem ter participado do planejamento do ataque, incluindo o deslocamento em veículos e ônibus. O delegado e coordenador de Planejamento Operacional da Polícia Civil, Bruno Tavares, afirmou que o crime veio a conhecimento das autoridades por meio dos vídeos e de um registro da Polícia Militar.
Investigação em andamento
Informações preliminares indicam que o ataque foi uma represália. Momentos antes, torcedores do CRB teriam tentado agredir membros da torcida do CSA. O jovem foi atacado ao ficar isolado na rua. A investigação ainda está em fase preliminar. Até a última atualização, a vítima não havia registrado boletim de ocorrência nem prestado depoimento.
A Polícia Civil coleta imagens para comparar os rostos dos suspeitos com o banco de reconhecimento facial. Os investigadores também buscam testemunhas e o prontuário médico da vítima para avaliar a gravidade das lesões.
Possíveis enquadramentos legais
Segundo o delegado Bruno Tavares, o caso pode ser inicialmente enquadrado como participação em briga de torcidas, crime previsto na Lei Geral do Esporte. A polícia também apura a possibilidade de lesão corporal gravíssima e tentativa de homicídio. Os envolvidos podem ser proibidos de frequentar estádios por até três anos. Caso seja comprovado que a torcida organizada promoveu ou planejou o ataque, a instituição poderá ficar afastada de eventos esportivos por até cinco anos.
“As imagens mostram um número superior a dez pessoas. Todos esses indivíduos estão sendo investigados pela polícia para que haja uma responsabilização segura”, afirmou Bruno Tavares. A Polícia Civil segue com as diligências para identificar e prender os agressores.



