Agente penitenciário vai a júri por matar cantor sertanejo em Votuporanga
Agente vai a júri por matar cantor sertanejo em Votuporanga

O agente penitenciário Rodrigo Marques, acusado de matar o cantor sertanejo Gustavo Henrique Soares Caporalini, de 39 anos, durante um churrasco em Votuporanga (SP), será julgado pelo tribunal do júri nesta quarta-feira (29) a partir das 8h. O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2024 e, segundo a denúncia do Ministério Público, foi motivado por ciúmes após o acusado descobrir um suposto relacionamento entre sua ex-esposa e o cantor.

Motivação do crime

De acordo com a denúncia, horas antes do homicídio, Rodrigo agrediu a ex-esposa. Em seguida, foi até a casa de Gustavo, onde familiares participavam de um churrasco, e se identificou como policial para conseguir entrar no imóvel. O casal estava separado havia pouco tempo e Rodrigo não aceitava o fim do relacionamento de 17 anos, tendo descoberto mensagens trocadas entre a ex-mulher e o cantor.

Detalhes do ataque

Na ocasião, ele fez pelo menos sete disparos contra o cantor, perseguiu-o até o interior da residência e continuou atirando mesmo depois de Gustavo já ter caído no chão. Ainda conforme a denúncia, o acusado também atirou contra dois tios do cantor, que entraram em luta corporal para impedir novos disparos. Ambos sobreviveram. No momento dos disparos, além dos pais e tios da vítima, havia cinco crianças e adolescentes na residência.

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O Ministério Público denunciou Rodrigo por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de meio cruel e por colocar outras pessoas em risco. Além do homicídio, ele responde por duas tentativas de homicídio contra os tios e por lesão corporal praticada contra a ex-esposa em contexto de violência doméstica.

Defesa do acusado

Em nota, o advogado de defesa do agente, Marcelo Leal, disse confiar que os jurados vão decidir o caso com base nas provas apresentadas no processo. O advogado também afirmou que não pretende negar a gravidade do crime nem a dor da família da vítima, mas defendeu que o julgamento ocorra sem influência da repercussão midiática do caso.

Relembre o caso

Segundo a Polícia Civil, Rodrigo não aceitava o fim do relacionamento e, horas antes do assassinato, foi até a casa da mulher, agrediu-a e a ameaçou, dizendo que mataria tanto ela quanto Gustavo. Ele fugiu após os disparos, mas foi preso no mesmo dia em Campina Verde (MG). Está preso preventivamente em Paulo de Faria (SP). À polícia, confessou o assassinato.

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