Suspeitos de cobrar até R$ 8 mil por dedetização são investigados em RR
Suspeitos de cobrar até R$ 8 mil por dedetização em RR

Cinco homens suspeitos de aplicar golpes e cobrar até R$ 8 mil por serviços de dedetização estão sendo investigados pela Polícia Civil em Roraima. De acordo com as vítimas, o valor apresentado durante a negociação era muito inferior ao cobrado após a conclusão do serviço.

Como o golpe era aplicado

A Polícia Civil informou que os suspeitos utilizavam uniformes com frases como "Serviço de dedetização autorizada" e "Controle de pragas" para oferecer os trabalhos em casas, comércios e hotéis. Durante a negociação, afirmavam que seriam necessários cerca de dois litros do produto, vendido por aproximadamente R$ 280 o litro. Após a aplicação, alegavam ter utilizado entre 14 e 20 litros do produto, o que aumentava o valor cobrado. As quantidades informadas são incompatíveis com aplicações convencionais em casas e estabelecimentos comerciais, segundo a investigação.

Algumas vítimas afirmaram ter feito pagamentos totais ou parciais por receio da situação criada no momento da cobrança.

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Prestaram depoimento e foram liberados

Após as primeiras denúncias, os suspeitos deixaram o estado antes da conclusão das investigações. No entanto, segundo a polícia, eles retornaram recentemente a Boa Vista e voltaram a oferecer os serviços. Em maio de 2026, os cinco homens foram localizados hospedados em um imóvel na capital. No local, os policiais apreenderam produtos químicos, uniformes, recibos com indícios de irregularidades e documentos considerados importantes para a investigação. O grupo foi levado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. Segundo a Polícia Civil, não havia situação de flagrante que justificasse a prisão.

Crime ambiental

O grupo também é investigado por crime ambiental. Conforme a polícia, os suspeitos disseram que enterravam as embalagens vazias dos produtos químicos utilizados nos serviços, sem seguir as normas de descarte previstas na legislação.

Crimes ocorrem desde 2021

A Polícia Civil informou que encontrou registros de ocorrências semelhantes nos estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. As investigações apontam que a prática deve ocorrer desde 2021. Também foi identificado o uso do mesmo aparelho celular e da mesma linha telefônica em registros feitos no Acre e em Roraima. A polícia apura ainda a possível participação de outras pessoas e a existência de novas vítimas em diferentes estados.

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