Na quinta rodada de negociação entre rodoviários e empresários, ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quarta-feira, as partes não chegaram a um acordo sobre as demandas dos motoristas. As empresas mantiveram a proposta de reajuste salarial de 5%, contra os 12% pedidos pela categoria, e ofereceram aumento de 6% na cesta básica, que chegaria a cerca de R$ 700.
Rejeição da proposta e manutenção do estado de greve
O Sindicato dos Rodoviários rejeitou a proposta, alegando que, com os descontos, a cesta básica chegaria a cerca de R$ 600, valor que, segundo a entidade, não mudaria a vida dos trabalhadores. Assim, os motoristas mantiveram o estado de greve, o que significa que podem iniciar uma paralisação a qualquer momento.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou, porém, que não há expectativa de nova greve no momento. Na quinta-feira, a categoria se reunirá em assembleia, a partir das 16h, na sede da entidade, localizada na Estrada do Otaviano, 404, em Rocha Miranda, para discutir os termos da negociação desta quarta e os próximos rumos da mobilização.
Próximos passos e recurso à Justiça
O sindicato afirma que recorrerá à Justiça. As partes têm dez dias para apresentar recurso ao TRT. Inicialmente, os trabalhadores pediram reajuste salarial de 17%, mas depois reduziram para 12%. De acordo com os representantes da Rio Ônibus, o sindicato patronal, não haverá uma nova proposta de ajuste salarial.
Os empresários haviam se comprometido a debater nesta última reunião outras questões, como a cesta básica. Outro pedido dos motoristas é que o intervalo de 30 minutos para almoço seja reajustado. No último dia 2, a classe suspendeu a paralisação na esperança de que as negociações avançassem.
As outras tentativas de acordo sob mediação do TRT-RJ aconteceram nos dias 30/6, 1º/7, 6/7 e 15/7.



