Crise motivada pela demora do almoço
Um homem de 39 anos foi preso em flagrante na tarde desta segunda-feira (27) suspeito de tentar matar a companheira a facadas no bairro Satélite Íris 2, em Campinas (SP). De acordo com a Polícia Militar, o suspeito confessou o crime e alegou que se irritou com a demora da mulher para preparar o almoço. A vítima, de 37 anos, foi socorrida e encaminhada ao Hospital da PUC-Campinas em estado grave, com três perfurações: duas nos braços e uma na cintura.
O crime ocorreu por volta das 15h, quando o homem chegou em casa, apressou a companheira e, em um momento de fúria, tomou a faca que ela usava na cozinha e a atacou. Segundo a PM, o suspeito não aceitava que a refeição ainda não estivesse pronta, o que desencadeou a agressão. Vizinhos e familiares ouviram os gritos da vítima e acionaram a polícia.
Ação rápida da polícia e captura
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima ferida e o suspeito já havia fugido para uma área de mata próxima. Imediatamente, foram mobilizadas viaturas terrestres e o helicóptero Águia da PM para realizar buscas. Cerca de 40 minutos depois, o homem foi localizado escondido em meio à vegetação e detido sem resistência. Ele foi levado para a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Militar informou que o caso está sendo tratado como tentativa de feminicídio, crime hediondo previsto na Lei 13.104/2015. A delegacia especializada acompanhará as investigações para apurar as circunstâncias do ataque.
Histórico de violência doméstica
Segundo a PM, o suspeito já possuía passagem policial por agressões anteriores. Ele próprio admitiu que o casal já havia se desentendido outras vezes com violência física, indicando um padrão de abuso. Apesar dos registros, a vítima não havia solicitado medidas protetivas de urgência, conforme apurado inicialmente.
A tentativa de feminicídio ocorre em um contexto de alerta: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou uma média de uma mulher morta a cada seis horas por feminicídio em 2022. Em Campinas, a DDM atende casos de violência doméstica e oferece suporte psicológico e jurídico às vítimas.
A vítima permanece internada em estado grave, mas estável. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito. O g1 Campinas aguarda posicionamento da Secretaria de Segurança Pública sobre o andamento do caso.



