Polícia arquiva caso de representante comercial desaparecido em SP
Polícia arquiva caso de representante desaparecido em SP

Polícia conclui inquérito e pede arquivamento

A Polícia Civil de Sertãozinho (SP) concluiu o inquérito sobre o desaparecimento do representante comercial Robinson Lino, de 33 anos, e solicitou ao Ministério Público o arquivamento do caso. O homem desapareceu em maio de 2025 na região de Barrinha (SP).

De acordo com o delegado Igor Dorsa, responsável pela investigação, não foram encontrados indícios de que ele tenha sido vítima de crime. Inicialmente, as hipóteses consideradas foram homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte).

O que diz a defesa da família

Segundo Fábio Alberto, advogado da família, as autoridades informaram que a conclusão aponta para a possibilidade de uma morte natural ou acidental, como uma queda no Rio Mogi, que fica próximo ao local onde o veículo foi abandonado.

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"Eles fecharam a investigação uma vez que fizeram todos os cruzamentos tanto de interceptação telefônica e localização geográfica quanto buscas aéreas e terrestres. Então, eles concluíram que não há indícios de que ele tenha sido vítima de crime", afirmou o advogado ao g1.

A ausência de sinais de violência na área e no próprio veículo reforçou a tese de que Robinson não sofreu uma abordagem criminosa durante a viagem. "A informação que nós tivemos é que a polícia concluiu as investigações, fez o fechamento e entendeu que não há nenhuma relação criminosa envolvendo o Robinson. Ou seja, muito provavelmente ele não tenha sido vítima de homicídio, latrocínio ou qualquer outro crime. Entendeu-se que, eventualmente, foi uma morte natural e não há indícios de que ele teria sido vítima", pontuou Alberto.

Relembre o caso

O desaparecimento mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal de Barrinha e dezenas de voluntários ao longo de semanas em 2025. Robinson saiu de Matão para compromissos de trabalho em Ribeirão Preto no dia 28 de maio. Na madrugada do dia 29, após deixar a chefe em um hotel, o representante pegou a estrada para voltar para casa.

Na mesma manhã, funcionários da concessionária que administra a Rodovia Carlos Tonani (SP-333) encontraram o veículo, um HB20 branco, abandonado no quilômetro 103. O carro estava no acostamento com o motor fundido e as portas abertas. No interior, ficaram objetos pessoais, como o celular, roupas e documentos. Durante as buscas em uma área de mata próximo ao veículo, moradores e voluntários também localizaram uma carteira com cartões bancários e o celular corporativo do representante. O trecho fica nas proximidades de uma ponte sobre o Rio Mogi, local frequentemente utilizado por pescadores.

Hipóteses e câmera de segurança

Na época, o delegado Igor Dorsa, responsável pelo caso, chegou a trabalhar com três frentes de investigação: latrocínio frustrado (quando o roubo dá errado e resulta no desaparecimento ou em morte), homicídio ou suicídio consumado. O veículo chegou a passar por perícia com luminol para detectar possíveis vestígios de sangue.

O mistério ganhou força após a análise de imagens de câmeras de segurança da concessionária da rodovia. Os registros mostraram o momento em que o veículo parou no acostamento e uma pessoa desceu em direção ao capô. No entanto, a câmera desviou o foco da pista e, ao retornar para o carro, a pessoa já não estava mais no local.

Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca.

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