O sindicato de guardas de prisão SAPPE, na região sul da Puglia, na Itália, vai pedir aos promotores que investiguem abusos generalizados de segurança no trabalho, com temperaturas dentro de presídios superlotados chegando a mais de 50°C, informou a agência AFP. A denúncia formal, que alega uma 'situação estrutural e persistente', acusa funcionários do departamento prisional de negligência por não resolverem problemas crônicos como superlotação, calor excessivo, fumaça de cigarro e presos com questões psiquiátricas.
Denúncia será protocolada em Taranto
De acordo com a AFP, que teve acesso ao documento, o sindicato SAPPE pretende registrar a queixa no tribunal de Taranto na terça-feira (27). A ação judicial busca responsabilizar as autoridades pela falta de ação diante de condições insalubres que colocam em risco tanto agentes penitenciários quanto detentos.
Condições insalubres agravadas pelo calor
A superlotação crônica nos presídios italianos é um problema antigo, mas a combinação com temperaturas extremas – que ultrapassam os 50°C no verão – torna o ambiente ainda mais perigoso. A denúncia destaca que a falta de ventilação adequada e a presença de fumaça de cigarro agravam a situação, especialmente para presos com transtornos psiquiátricos.
Impactos das mudanças climáticas
Especialistas apontam que as ondas de calor cada vez mais frequentes na Europa, impulsionadas pelas mudanças climáticas, intensificam os riscos em instalações prisionais que já operam no limite. A Itália tem registrado secas severas e temperaturas recordes, o que pressiona ainda mais o sistema penitenciário.
A iniciativa do SAPPE na Puglia pode abrir precedente para outras regiões italianas, onde sindicatos de agentes penitenciários também relatam condições semelhantes. O departamento prisional, por sua vez, ainda não se manifestou sobre a denúncia.



