Onça-parda atropelada em rodovia no interior de SP é resgatada com múltiplas fraturas
Uma onça-parda fêmea, de aproximadamente três anos, foi resgatada na última sexta-feira (12) após ser atropelada na Rodovia Laurindo Dias Minhoto (SP-141), em Capela do Alto, interior de São Paulo. O animal sofreu fraturas nas patas, perdeu um dente e teve um dos dedos amputados.
O resgate foi realizado pelo Núcleo da Floresta, um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cras) localizado em São Roque (SP). A onça, que pesa cerca de 35 quilos, recebeu o apelido de “Cláudia” e permanece internada na unidade, onde recebe cuidados intensivos.
Estado de saúde delicado e cirurgias previstas
De acordo com o biólogo Rafael Mana, diretor do núcleo, o estado de saúde da onça é delicado. Apesar de reagir bem ao tratamento inicial, o animal precisará passar por cirurgias, e o prognóstico ainda é incerto. “Agora iniciaremos todo o processo de tratamento, que inclui estabilização do quadro clínico, realização de cirurgias e demais procedimentos necessários. Neste momento, o prognóstico ainda é bastante incerto”, afirmou.
Orientações para a população
A Guarda Municipal (GM) orienta que, ao avistar animais silvestres, a população deve manter uma distância segura, não tentar capturar o animal, não oferecer alimentos e ligar imediatamente para o telefone 153.
Sobre a onça-parda
Também conhecida como suçuarana, a onça-parda habita áreas de mata preservada, como parques naturais e reservas. A médica veterinária Paula Prata, de Sorocaba (SP), explica que a espécie possui hábitos solitários e é mais ativa durante o amanhecer e o entardecer. “Alimenta-se de animais de médio porte, como capivaras, veados e tatus, sendo essencial para o equilíbrio ecológico como predadora de topo. Tem incrível habilidade para saltar grandes distâncias e escalar, facilitando sua locomoção em terrenos variados”, destacou.
Os principais riscos para a sobrevivência da espécie na região incluem a perda de matas e florestas nativas, atropelamentos em rodovias e conflitos com moradores devido a ataques a criações rurais, causados pela falta de presas na natureza.



