Nutricionista e fisiculturista atropelado em Arapiraca sofre fraturas graves
Nutricionista atropelado em Arapiraca sofre fraturas

Na manhã de terça-feira (28), o nutricionista e fisiculturista Levy Bonfim foi atropelado enquanto corria na Avenida Ceci Cunha, no centro de Arapiraca, Agreste de Alagoas. Segundo a família, ele sofreu fraturas no pescoço e na bacia, além de ferimentos no rosto, e permanece internado no Hospital de Emergência do Agreste (HEA).

Dinâmica do acidente

O atropelamento ocorreu entre 6h e 6h30, quando Levy atravessava um trecho da avenida no bairro Itapoã. O momento foi registrado por um amigo que filmava a corrida. Com o impacto, o nutricionista foi arremessado. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros e o encaminhou ao HEA. A família solicitou a transferência para o Hospital Chama, também em Arapiraca, mas até a publicação desta reportagem a remoção não havia sido realizada. Levy permanece na Ala Laranja do HEA.

Lesões e cirurgia

Em uma publicação nas redes sociais, a família informou que as fraturas na coluna atingiram as vértebras C3 e C4. A previsão é que ele passe por uma cirurgia nesta quarta-feira (29). O tipo de procedimento não foi divulgado.

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Investigação policial

O motorista do veículo, um Dolphin Mini branco, se apresentou espontaneamente à Delegacia de Acidentes e Delitos de Trânsito no Centro de Arapiraca. O nome dele não foi divulgado. Após prestar depoimento, ele foi liberado. A Polícia Civil investiga o caso. De acordo com a polícia, imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para esclarecer a dinâmica do acidente. Até a publicação desta reportagem, o inquérito policial não havia sido instaurado.

Insegurança na avenida

Frequentadores da Avenida Ceci Cunha afirmam que a falta de espaço nas calçadas e no canteiro central obriga corredores e praticantes de atividades físicas a dividirem a pista com os veículos. "Eu costumo correr fora da calçada porque ela é estreita e não há espaço suficiente para várias pessoas passarem correndo. Consequentemente, temos que dividir a via com os veículos, que passam constantemente. O atleta tem que disputar espaço com os carros", relatou um corredor à reportagem. Outro homem contou que costuma correr no contrafluxo da via para conseguir visualizar melhor os veículos. "Se por acaso ele não desviar, eu subo na calçada. O asfalto é mais macio que o canteiro e, por isso, mais pessoas preferem correr na pista", afirmou.

Repercussão

O caso gerou discussão entre moradores e frequentadores da região, que cobram melhorias na infraestrutura para a prática esportiva. A falta de calçadas largas e a má conservação do canteiro central são apontados como principais fatores que expõem atletas ao risco de atropelamentos. A Polícia Civil informou que continuará analisando as imagens e ouvindo testemunhas.

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