Uma briga durante uma festa de casamento da comunidade cigana no distrito de Ajapi, em Rio Claro (SP), terminou com a morte de Breno Gesus Alves Dias, de 22 anos. O jovem foi baleado por volta das 17h de terça-feira (28) e não resistiu aos ferimentos. Quatro homens foram presos pela Polícia Militar por envolvimento no crime.
Conflito em Festa de Casamento Cigano
Segundo a Polícia Militar, a confusão começou durante a celebração, realizada no Centro Esportivo da comunidade. Houve um desentendimento seguido de vários disparos. A vítima foi socorrida por familiares e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cervezão, mas precisou ser transferida para a Santa Casa de Rio Claro, onde morreu devido à gravidade dos ferimentos.
O subcomandante da Guarda Civil Municipal (GCM), Igor Rafael Carvalho, relatou que a Patrulha Rural chegou rapidamente ao local, mas a vítima já havia sido encaminhada. "As pessoas estavam assustadas devido à quantidade de tiros, mas felizmente não houve a quantidade gigantesca de feridos", disse em entrevista à EPTV Central, afiliada da TV Globo.
Fuga e Prisão na Rodovia Washington Luís
Após o crime, os suspeitos fugiram em dois veículos Volkswagen Nivus, um vermelho e outro azul, em direção à região de São Carlos. Equipes da GCM e o helicóptero Águia da Polícia Militar iniciaram uma perseguição. Os quatro homens foram interceptados e detidos pela Força Tática na Rodovia Washington Luís (SP-310), em Araraquara (SP).
Com um dos abordados, a polícia encontrou um revólver calibre 38 com dois cartuchos já disparados. Além da arma, foram apreendidos três aparelhos celulares com o grupo. Dois dos detidos foram apontados como possíveis autores dos disparos que atingiram Breno.
Investigação e Indiciamentos
Os quatro presos foram levados ao Plantão Policial de Rio Claro. Após a ocorrência, dois deles, de 43 e 40 anos, foram indiciados por homicídio. Os outros dois, de 24 e 29 anos, responderão por porte ilegal de arma de fogo. O caso foi registrado como homicídio, e a Polícia Civil investiga o motivo da briga.
A tragédia chocou a comunidade cigana da região, que ainda se recupera do ocorrido. A polícia não descarta que o desentendimento tenha sido motivado por questões pessoais ou desavenças anteriores. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime.



