Violência doméstica em Jaci: mulher é agredida e tem orelha cortada pelo marido
Uma mulher de 44 anos foi vítima de violência doméstica na noite de quinta-feira (4) em Jaci, interior de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil da cidade, o marido da vítima a agrediu com chutes, socos e ainda cortou a orelha dela com uma faca durante uma discussão. O suspeito foi ouvido e liberado após prestar depoimento, no qual negou as agressões.
De acordo com informações da ocorrência, a mulher foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada a um hospital da região. Durante o atendimento médico, a vítima relatou aos policiais que o homem chegou em casa alterado e a acusou de traição, dando início à briga. Ela afirmou que, além dos golpes, o suspeito a mordeu em uma das mãos e usou uma faca para cortar sua orelha.
Versões contraditórias e liberação do suspeito
Conduzido à delegacia, o homem negou qualquer ato violento. Em seu depoimento, alegou que a companheira faz uso de drogas e que, quando ingere bebida alcoólica, costuma tornar-se agressiva. Segundo ele, na ocasião, foi a mulher quem o atacou e chegou a ameaçá-lo com uma faca. Diante das versões conflitantes, o delegado decidiu liberar o suspeito.
O estado de saúde da vítima não foi informado no boletim de ocorrência. O caso foi registrado como lesão corporal no contexto de violência doméstica e será investigado pela Polícia Civil de Jaci.
Violência doméstica: um problema recorrente
Casos como esse reforçam a importância de denunciar agressões e buscar apoio. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e outros órgãos de proteção estão disponíveis para atender vítimas de violência doméstica. A denúncia pode ser feita pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou diretamente em uma delegacia.
A Polícia Civil de Jaci segue investigando o caso para esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades. A região de Rio Preto e Araçatuba tem registrado diversos episódios de violência doméstica, o que acende um alerta para a necessidade de políticas públicas de prevenção e apoio às vítimas.



