A auditoria fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Sorocaba (SP) interditou, nesta segunda-feira (27), o trabalho em altura na obra da nova rodoviária da cidade. A suspensão ocorreu após o acidente envolvendo um operário na quinta-feira (23). O trabalhador de 25 anos quebrou o tornozelo depois de cair de uma laje. De acordo com o relatório dos auditores, o homem utilizava um cinto de segurança, mas não estava ancorado durante o trabalho na obra. A empresa responsável pela construção foi autuada pela situação de risco aos trabalhadores.
Detalhes do acidente e interdição
O acidente ocorreu quando o operário realizava serviços em altura na estrutura da nova rodoviária. Apesar de portar equipamento de proteção individual, o cinto de segurança não foi fixado a um ponto de ancoragem, o que permitiu a queda. A auditoria constatou a irregularidade e determinou a interdição imediata de todas as atividades em altura no canteiro de obras. A empresa autuada, o Consórcio TMS Increte Pisos, terá que apresentar documentos ao MTE para comprovar a adequação das medidas de segurança antes de retomar os trabalhos.
Providências da empresa e da prefeitura
O Consórcio TMS Increte Pisos deve enviar os documentos requisitados pelo MTE para que a avaliação de segurança seja concluída e os trabalhos em altura possam voltar à normalidade. A empresa também poderá recorrer da multa recebida pelo acidente. Procurada por telefone e e-mail, a empresa não se manifestou até a publicação desta reportagem. O g1 também questionou a prefeitura de Sorocaba sobre possíveis medidas do poder público e se a interdição afetará o prazo de entrega da obra, mas ainda aguarda retorno.
Contexto da obra
A construção da nova rodoviária de Sorocaba, localizada na Avenida Doutor José Bella Netto, tem custo previsto de R$ 72 milhões e previsão de conclusão em agosto de 2026. O terminal terá cinco pavimentos e mais de 20 mil m² de área construída, prometendo padrão de aeroporto e espaço para centro de compras. No entanto, a obra enfrenta críticas pela localização distante do centro e sucessivos atrasos provocados por chuvas e adequações técnicas. A interdição do MTE pode representar mais um obstáculo para o cronograma.
Impactos e próximos passos
A interdição dos trabalhos em altura paralisa parte significativa da construção, que depende dessas atividades para avançar. O MTE aguarda a documentação do consórcio para liberar a retomada. Caso a empresa não regularize a situação, poderá sofrer novas sanções. Enquanto isso, o operário ferido se recupera da fratura no tornozelo. O caso reforça a importância da fiscalização do trabalho e da adoção de medidas de segurança rigorosas em canteiros de obras.



