O delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Carlos Tadeu Carvalho de Menezes, conhecido como doutor Tadeu e o primeiro com nanismo na corporação, faleceu neste domingo (26) aos 60 anos. Ainda não foi divulgada a causa da morte. A informação foi confirmada pelo delegado-geral Jordano Bruno Gasperazzo em postagem nas redes sociais.
Carreira e legado de representatividade
Carlos Tadeu ingressou na Polícia Civil em 1995 como escrivão e foi nomeado delegado em 2007. Atualmente, estava lotado na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha. Ele se tornou um símbolo de inclusão ao ser o primeiro delegado com nanismo do estado. Ao longo da carreira, atuou no Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) e nas delegacias de Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá.
O delegado-geral Jordano Bruno Gasperazzo destacou: “Deixou um legado de comprometimento, dedicação, alegria e amizade entre os colegas de trabalho, além de um profundo amor e respeito pela profissão e pela população que atendia”.
Atuação na greve da PM de 2017
Em 2019, o delegado foi designado pelo então chefe do DEHPP, José Lopes, para integrar uma equipe de dois delegados encarregada de auxiliar nas investigações dos inquéritos sobre as mortes registradas durante a greve da Polícia Militar do Espírito Santo, em fevereiro de 2017. O trabalho de doutor Tadeu contribuiu para elucidar homicídios cometidos durante os dias em que a polícia esteve paralisada.
A greve da PM em 2017 resultou em ao menos 100 mortes violentas no estado, segundo dados oficiais. A atuação de Tadeu foi crucial para responsabilizar os autores dos crimes e trazer justiça às vítimas.
Reações de colegas e autoridades
Nas redes sociais, diversas manifestações de pesar foram publicadas. O senador Fabiano Contarato escreveu: “Que notícia triste! Ele trabalhou comigo quando era escrivão de polícia. Um brilhante policial e um ser humano exemplar. Que Deus conforte familiares e amigos”. Outros internautas comentaram: “Escreveu sua história na polícia com profissionalismo, humanidade e alegria” e “Sempre brincalhão e bem-humorado”. Um vizinho afirmou: “Meu vizinho. Sempre muito educado. Pequeno grande homem”.
A Polícia Civil do Espírito Santo expressou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão. A morte de Carlos Tadeu representa uma perda para a corporação e para a sociedade capixaba, que perde um profissional dedicado e um exemplo de superação.



