Mãe confessa morte de recém-nascido e acusa pai em depoimento
Mãe confessa morte de recém-nascido e acusa pai

Em depoimento à Polícia Civil, Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, confessou ter matado o próprio filho recém-nascido logo após o parto, ocorrido em uma residência em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A mulher afirmou que o bebê nasceu com vida e que o companheiro, Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 24 anos, participou ativamente do crime. A declaração contradiz a versão apresentada por Bruno, que alegou ter apenas ocultado o corpo.

Confissão detalhada e contradições

Larissa, que estava grávida de nove meses, contou aos investigadores que deu à luz em casa, na companhia de Bruno. Segundo ela, o bebê chorou após o nascimento, mas ambos decidiram matá-lo. Ela não forneceu detalhes sobre o método utilizado, mas a polícia suspeita de asfixia. O corpo foi encontrado em um terreno baldio nas proximidades, após denúncia anônima.

Bruno Lucas, em seu depoimento, negou envolvimento no homicídio, afirmando que apenas descartou o corpo após encontrar o bebê já sem vida. No entanto, a versão de Larissa o coloca como coautor do crime. A polícia acredita que as contradições serão esclarecidas com a análise das provas periciais.

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Prisão em flagrante e acusação

O casal foi preso em flagrante na última quarta-feira (26) por policiais da 59ª DP (Duque de Caxias), após a localização do corpo. Ambos foram autuados por homicídio qualificado, crime que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão. A delegada responsável pelo caso, Patrícia Alcantara, afirmou que as investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime. "A confissão da mãe é um elemento crucial, mas vamos aguardar os laudos periciais para confirmar as circunstâncias da morte", declarou.

Contexto e reação da comunidade

O caso chocou a cidade de Duque de Caxias, onde a violência contra crianças tem gerado comoção. Vizinhos relataram não ter percebido a gravidez de Larissa, que supostamente escondeu a barriga com roupas largas. O Conselho Tutelar local informou que não havia registros de denúncias anteriores contra o casal. A defensoria pública acompanha o caso para garantir os direitos dos presos.

A polícia não descarta a possibilidade de que o crime tenha sido motivado por rejeição à gravidez ou dificuldades financeiras. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou, em 2025, cerca de 1.200 casos de homicídio de recém-nascidos, a maioria cometidos pelas próprias mães. O caso de Duque de Caxias segue em investigação.

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