Justiça do Amazonas decreta prisão preventiva de grávida suspeita de matar policial
Justiça do AM decreta prisão preventiva de grávida suspeita de matar policial

A Justiça do Amazonas determinou, em caráter liminar, a prisão preventiva de Meirilany Silva da Silva, suspeita de envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. O crime ocorreu na sexta-feira (24), em Manaus. A medida foi assinada no domingo (26) pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), e substitui a prisão domiciliar anteriormente concedida devido ao fato de Meirilany estar grávida.

Como ocorreu o crime

Luciano Carvalho de Sena foi morto durante uma operação contra o tráfico de drogas no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. Segundo a Polícia Civil, o investigador foi atingido por tiros no pescoço e no braço durante um confronto entre policiais civis e ocupantes de veículos abordados na ocorrência.

Imagens de câmeras de segurança registraram a troca de tiros, que começou por volta das 10h. As imagens mostram uma picape preta estacionada ao lado de um carro cinza, próximo a uma quadra de futebol. Um segundo carro preto se aproxima, e uma pessoa retira um objeto da picape e o coloca no carro cinza. Em seguida, um carro branco — identificado como viatura descaracterizada onde estava Luciano — chega ao local, e os disparos têm início.

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Luciano foi levado com vida ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Prisões e desfecho

Meirilany foi presa no início da noite de sexta-feira (24) em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Outro suspeito, Rafael, passou a ser procurado pela polícia. Na madrugada de sábado (25), equipes do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) localizaram Rafael em uma comunidade de Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus. Durante a abordagem, ele reagiu atirando contra os policiais e foi baleado após o confronto, não resistindo aos ferimentos e morrendo.

A decisão do TJAM suspendeu a prisão domiciliar de Meirilany, determinando sua transferência para uma unidade prisional, onde deverá permanecer à disposição da Justiça.

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