A Corregedoria da Polícia Civil prendeu um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, suspeito de realizar uma transferência bancária no valor de R$ 7 mil utilizando o celular de um homem que havia falecido. O caso ocorreu na última semana e gerou grande repercussão na cidade.
Detalhes da prisão
O atendente de necrotério Daniel Nathan Ribeiro Andrade foi detido em flagrante após uma investigação conduzida pela Corregedoria. De acordo com as autoridades, ele teria usado o aparelho telefônico da vítima, um motociclista que morreu em um acidente, para fazer um Pix de R$ 7 mil para sua própria conta bancária. Após a transação, o suspeito ainda teria danificado o celular para tentar eliminar vestígios do crime.
Investigação e crimes
Daniel é investigado por peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após a viúva da vítima denunciar o desaparecimento do dinheiro e do aparelho celular. A Corregedoria da Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar se há outros envolvidos no esquema.
- Peculato: apropriação de bem público por funcionário público;
- Furto: subtração de coisa alheia móvel;
- Fraude eletrônica: uso de meios eletrônicos para obter vantagem ilícita;
- Destruição de vestígios: danificação de provas materiais.
Repercussão
O caso chocou a população de Santos, que questiona a segurança nos serviços do IML. A Prefeitura de Santos, por meio de nota, afirmou que colabora com as investigações e que medidas administrativas serão tomadas contra o servidor. A defesa de Daniel ainda não se manifestou publicamente.
Este é mais um episódio que levanta debates sobre a conduta de funcionários públicos em situações de vulnerabilidade das vítimas. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias para coibir esse tipo de crime.



