Uma gestante de 28 anos foi agredida pelo companheiro na noite de domingo (26) no bairro Jardim Amanda, em Hortolândia (SP). A Polícia Militar flagrou o ataque do lado de fora da residência e prendeu o homem em flagrante. Dentro da casa, os policiais encontraram uma arma de fogo calibre 32 e 14 munições escondidas.
Flagrante de agressão
Segundo a PM, os policiais realizavam patrulhamento pela região quando ouviram gritos e se aproximaram. Ao chegarem, viram o homem desferindo socos e chutes contra a vítima, que estava caída ao lado da calçada. Imediatamente, os agentes intervieram e detiveram o agressor. A mulher, visivelmente ferida, relatou que as agressões começaram dentro de casa, onde teve o cabelo puxado e foi derrubada no chão.
A ocorrência foi registrada na delegacia de Hortolândia, e o homem permanece preso. A arma e as munições foram apreendidas para perícia. A Polícia Civil investiga se o agressor possuía registro para o armamento.
Atendimento à vítima
A gestante foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Mário Covas, na mesma cidade. A unidade de saúde informou que a paciente deu entrada consciente e orientada, mas com escoriações e dores pelo corpo. Ela permaneceu em observação médica para avaliar possíveis complicações decorrentes das agressões, principalmente devido ao estado gestacional.
O hospital não divulgou boletim atualizado sobre o estado de saúde da vítima. A Polícia Militar destacou a importância da denúncia e do combate à violência doméstica, especialmente contra gestantes, que estão em situação de maior vulnerabilidade.
Arma e munições apreendidas
A arma calibre 32 e as 14 munições foram localizadas pelos policiais durante revista na residência do agressor. De acordo com a PM, o material estava escondido em um armário no quarto do casal. A procedência do armamento será investigada, assim como a posse ilegal, caso o homem não apresente documentação legal.
A apreensão reforça a ligação entre a violência doméstica e a presença de armas de fogo, um fator que aumenta o risco de feminicídio. Estudos indicam que a posse de arma em casa eleva em até cinco vezes o risco de morte em casos de violência doméstica.
Legislação e combate
O agressor foi autuado por lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica, prevista na Lei Maria da Penha. As penas podem ser aumentadas quando a vítima é gestante. Além disso, ele responderá por posse ilegal de arma de fogo, crime que pode levar à prisão de dois a quatro anos, conforme o Estatuto do Desarmamento.
A Polícia Militar orienta que vítimas de violência doméstica procurem ajuda pelos canais oficiais, como o 190 ou a Central de Atendimento à Mulher (180). A denúncia pode ser anônima e é fundamental para prevenir tragédias.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de Hortolândia, que irá ouvir testemunhas e analisar as provas coletadas.



