O Movimento Pró-Cripto, uma coalizão de entusiastas e investidores de criptomoedas, anunciou nesta terça-feira uma nova estratégia para ampliar a participação da comunidade no debate político brasileiro. A iniciativa, batizada de "Cripto no Parlamento", prevê a realização de eventos regionais e uma pesquisa nacional de opinião para mapear as demandas dos pequenos investidores.
Eventos e pesquisa nacional
Segundo os organizadores, a ação começa em agosto com seminários em São Paulo, Brasília e Recife. O objetivo é reunir a comunidade e elaborar propostas para regulamentação do setor. "Acreditamos que o cidadão comum precisa ter voz ativa nas discussões que afetam seus ativos digitais", afirmou Carla Mendes, coordenadora do movimento.
Dados do mercado
De acordo com uma pesquisa recente do Datafolha, 65% dos brasileiros já ouviram falar em criptomoedas, mas apenas 12% investem. O movimento espera que a nova iniciativa ajude a diminuir essa lacuna. "Queremos que a regulação seja feita com a participação de quem realmente entende do assunto: a comunidade", acrescentou Mendes.
Impacto político
O movimento já conta com o apoio de três deputados federais, que se comprometeram a levar as propostas para o Congresso. A expectativa é que as discussões resultem em um projeto de lei ainda este ano. "Precisamos de um marco regulatório que proteja investidores e incentive a inovação", disse o deputado Pedro Alves (PSD-SP), um dos apoiadores.
Próximos passos
O movimento planeja também uma caravana digital, com transmissões ao vivo para tirar dúvidas da população. "Vamos usar as redes sociais para engajar os jovens, que são os maiores usuários de criptomoedas no país", explicou Mendes. A previsão é que as atividades se estendam até outubro, quando será realizado um encontro nacional em Brasília para consolidar as propostas.
Desafios regulatórios
Especialistas apontam que a falta de entendimento sobre criptomoedas no Legislativo é um obstáculo. "Muitos parlamentares ainda confundem cripto com pirâmides financeiras", comentou o analista de mercado Thiago Rocha. Ele acredita que a pressão da comunidade pode ajudar a esclarecer o tema. Segundo Rocha, outros países como Estados Unidos e União Europeia já avançaram na regulação, e o Brasil corre o risco de ficar para trás.



