Ação militar contra cartel de narcotráfico agita campanha eleitoral colombiana
Em uma operação militar realizada nesta sexta-feira, as forças armadas da Colômbia bombardearam um acampamento do principal cartel de narcotráfico do país, resultando na morte de nove membros da organização criminosa. A ação ocorre exatamente a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, que tem a segurança como tema central.
Contexto eleitoral tenso
O candidato de extrema direita, vencedor do primeiro turno, tem defendido uma linha dura contra o crime organizado, enquanto o governo atual busca negociar acordos de paz com os cartéis. O bombardeio militar intensifica a polarização entre os dois lados, com a esquerda criticando a violência estatal e a direita apoiando a ação como necessária para combater o narcotráfico.
Nas ruas de Cali, apoiadores do candidato Ivan Cepeda, do Pacto Histórico, realizaram comícios pedindo paz e diálogo. Já os eleitores do candidato ultradireitista celebram a operação militar como um passo importante para a segurança do país.
Repercussão internacional
A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia monitoram de perto a situação, pedindo moderação e respeito aos direitos humanos. Enquanto isso, os Estados Unidos reiteraram seu apoio à luta contra o narcotráfico na Colômbia, sem comentar diretamente o bombardeio.
Com a proximidade do segundo turno, a expectativa é que a segurança continue sendo o principal tema de debate entre os candidatos, que buscam conquistar os votos dos indecisos em um cenário de alta tensão.



