Três pessoas foram assassinadas a tiros em um bar em Sarandi, no Norte do Paraná, na noite do dia 22 de maio. As vítimas eram membros da mesma família e foram mortas por engano, segundo a investigação da Polícia Civil. O atirador, que teria confundido o estabelecimento, fugiu após o ataque.
Vítimas da chacina
As vítimas foram identificadas como Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos; Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos; e Matheus Souza do Amaral, de 15 anos. Jéssica e Rafael eram casados, e Matheus era filho de Elias Amaral, dono do bar, e primo de Rafael. Os dois adultos morreram no local, enquanto Matheus foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia informou que nenhuma das vítimas tinha antecedentes criminais.
Reação do pai
Elias Amaral, pai de Matheus, descreveu o filho como um jovem carinhoso que o acompanhava em diversas atividades, como jogos e pescarias. “Ele era meu parceiro”, disse. O bar havia sido comprado três dias antes da chacina e seria um empreendimento para a família. Após a tragédia, Elias optou por não continuar com o comércio. “Agora não consigo nem passar lá”, relatou. Ele também expressou esperança na justiça: “Espero que a justiça da terra seja feita”.
Investigação e prisões
O suspeito de ser o atirador, Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, foi preso em Balneário Camboriú (SC) na noite de terça-feira (2), em uma operação conjunta entre as polícias do Paraná e de Santa Catarina. Segundo o delegado, ele ainda não tem defesa constituída no processo. No dia 27 de maio, a polícia prendeu preventivamente Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, suspeito de ajudar o atirador. Três dias depois, Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, apontado como mandante do crime, foi preso. De acordo com a Polícia Civil, o ataque foi contratado por causa de uma disputa territorial do tráfico de drogas.
Erro do atirador
A investigação concluiu que o crime foi motivado por uma disputa territorial do tráfico e que o atirador errou o alvo. “O mandante, querendo dominar um território, determinou que fosse ceifada a vida de duas pessoas. O atirador cometeu um equívoco: no momento em que foi ao local pré-determinado, ele errou o bar. Era para ter virado em uma direção e virou em sentido contrário, indo para outro bar próximo”, explicou o delegado Pacheco. Jhonatan tem extensa ficha criminal, incluindo tráfico de drogas e homicídios, e responderá por triplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra um cliente que conseguiu escapar.
Detalhes do crime
A Polícia Militar informou que uma equipe em patrulhamento ouviu os disparos e encontrou três pessoas caídas em frente ao bar, no Jardim Verão. Os policiais realizaram buscas e localizaram um colete balístico, uma pistola e dois carregadores abandonados em uma calçada. Imagens de câmeras de segurança mostram o atirador disparando contra as pessoas sentadas em frente ao bar, ainda no meio da rua. Um cliente conseguiu fugir. Em seguida, o atirador entra no estabelecimento, mas logo foge. Segundo as investigações, Paulo, o motorista que levou Jhonatan ao local, percebeu a aproximação da polícia e fugiu sem esperar pelo atirador.



