Bomba caseira explode em Manila antes de discurso de Marcos Jr
Bomba caseira explode em Manila antes de discurso presidencial

Uma bomba caseira explodiu na capital das Filipinas, Manila, nas proximidades do Ministério da Justiça, poucas horas antes do discurso do presidente Ferdinand Marcos Jr. Um segundo artefato, que não detonou, foi descoberto perto do prédio do Senado. As autoridades confirmaram que não houve feridos e investigam possíveis conexões entre os dois incidentes.

Contexto do ataque

A explosão ocorreu por volta das 5h da manhã (horário local) do dia 27 de julho de 2026, quando a capital se preparava para o tradicional discurso do presidente sobre o estado da nação. O artefato não detonado, encontrado por equipes de segurança, foi removido e isolado para análise. Segundo a polícia metropolitana de Manila, os dois dispositivos eram artesanais e continham pregos e parafusos, indicando intenção de causar danos.

Apesar do susto, o discurso de Marcos Jr. ocorreu conforme programado, com forte esquema de segurança. O presidente discursou no edifício do Congresso, onde foram reforçadas as barreiras de proteção e o número de agentes. Em seu pronunciamento, Marcos Jr. não mencionou diretamente as explosões, mas condenou atos de violência e pediu união nacional.

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Tensões políticas em alta

O país vive um momento de acirramento político. A vice-presidente, Sara Duterte, enfrenta um processo de impeachment na Câmara dos Representantes, acusada de má gestão de fundos públicos. Paralelamente, escândalos de corrupção envolvendo aliados do governo abalam a credibilidade do Executivo. Analistas veem os atentados como um reflexo desse clima de instabilidade.

“A situação é grave. Estamos diante de um ataque à democracia, mas a população não pode se deixar intimidar”, afirmou o porta-voz da polícia, tenente-coronel Jean Fajardo, em coletiva de imprensa. A polícia busca suspeitos e não descarta motivação política. Grupos extremistas que atuam no sul do país, como o Abu Sayyaf, são monitorados, mas até o momento nenhuma organização reivindicou a autoria.

Medidas de segurança e reações

Após as explosões, o governo filipino elevou o nível de alerta em Manila e em outras grandes cidades. Tropas do Exército foram mobilizadas para reforçar a segurança em prédios públicos e pontos estratégicos. O senador Christopher Go, aliado de Marcos, classificou os atentados como “covardes” e pediu investigação célere. A oposição, por sua vez, criticou a falta de inteligência preventiva.

Nas redes sociais, a hashtag #PhilippinesSafety tornou-se trending topic. Moradores relataram pânico, mas também solidariedade. Escolas e repartições públicas nas proximidades dos locais dos incidentes funcionaram normalmente, com restrições de acesso.

Histórico de violência política

As Filipinas têm um histórico de atentados durante grandes eventos políticos. Em 2023, uma bomba explodiu em um comício eleitoral em Jolo, deixando dezenas de mortos. Desta vez, a rapidez na resposta e a ausência de vítimas foram destacadas como pontos positivos, mas a vulnerabilidade permanece. Especialistas em segurança alertam que a polarização política pode alimentar mais ações violentas.

O ministro da Justiça, Jesus Crispin Remulla, afirmou que as investigações estão avançadas e que “os responsáveis serão levados à Justiça”. A polícia ofereceu recompensa por informações que levem aos suspeitos.

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