Creche no Brás: bebê morre asfixiado e família protesta por justiça
Bebê morre asfixiado em creche; família protesta

A família e amigos de Abidulaye Dieng, bebê de 1 ano e 4 meses que morreu asfixiado na Creche Luz do Brás, no Centro de São Paulo, realizaram um protesto na tarde desta segunda-feira (27) cobrando justiça e responsabilização. A Secretaria Municipal da Educação informou que duas profissionais foram desligadas da unidade e que a sala onde ocorreu o acidente permanece interditada desde 24 de julho.

Protesto e cobranças

Com faixas, cartazes e camisetas, os manifestantes reuniram-se em frente à creche. Mariama Bintu Bah, membro do Conselho Municipal de Imigrantes, afirmou: “O nosso pedido hoje é pedido justiça, é de responsabilização, de um abandono de uma criança incapaz. A criança foi deixada durante seis minutos e ele agonizou até morrer.” Os parentes também criticaram a forma como a direção comunicou a morte — por mensagem de texto, sem uma ligação.

Investigação policial

A Polícia Civil analisa imagens das câmeras de segurança da creche, que totalizam quatro horas de gravação. O delegado responsável deverá ouvir novos depoimentos ainda nesta semana. O caso foi registrado como homicídio culposo e é investigado pelo 8º Distrito Policial (Brás). A expectativa é concluir o inquérito em menos de 30 dias.

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Reclamações anteriores

Mães de outros alunos participaram do ato e relataram que já haviam cobrado a direção sobre a falta de funcionários. Lhayss Rodrigues de Sousa, vendedora ambulante, disse: “Desde o dia em que o neném morreu, a creche não para de funcionar. Até a sala onde o neném foi morto. Outras crianças estavam lá, não foi retirado o material que a criança morreu, continua funcionando. Isso é um absurdo.”

Posição da Secretaria Municipal da Educação

Em nota, a SME afirmou que instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos. “Caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade.” A pasta também informou que o Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) presta apoio à família e à comunidade escolar.

O pai do menino, Ibrahima Dieng, vendedor senegalês que vive no Brasil há oito anos, emocionou-se ao relatar o ocorrido: “Tem que chorar, chorar muito assim, é triste. Vai ser muito difícil recuperar.” A mãe do bebê passou mal ao receber a notícia.

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