A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na quinta-feira (4), uma operação que resultou na apreensão de 1,8 tonelada de maconha na zona rural de Francisco Sá, no Norte do estado. Denominada “Erva Daninha”, a ação também localizou equipamentos utilizados para o cultivo e a produção da droga, incluindo geradores, bombas de irrigação e placas solares.
Origem da investigação
A descoberta da plantação ocorreu durante investigações sobre o sequestro de mãe e filha em Coronel Murta, ocorrido em 26 de maio. Durante as buscas pelas vítimas, policiais civis de Araçuaí encontraram uma grande quantidade de cannabis em uma plantação na zona rural de Virgem da Lapa, na divisa com Coronel Murta. Na ocasião, três pessoas foram presas em flagrante por tráfico e associação ao tráfico, conforme detalhou o delegado Paulo Sobrinho, responsável pela comarca de Araçuaí.
Desdobramento da operação
Após a localização inicial, as investigações continuaram ao longo da semana para identificar possíveis outras plantações na região. Com o apoio do Apoio Aerotático e de drones do setor de Inteligência de Montes Claros, foi identificado um local suspeito em Francisco Sá. Cerca de 20 policiais, viaturas, drones e um helicóptero participaram da intervenção. No momento da abordagem, três indivíduos conseguiram fugir para uma área de mata densa, mas as investigações prosseguem para localizá-los.
Estrutura de cultivo
De acordo com a PCMG, a plantação contava com uma estrutura sofisticada para o tráfico. Foram encontrados três geradores, duas bombas para irrigação, oito placas solares para alimentar o sistema, uma antena de internet e maquinário específico para o cultivo de maconha. Parte da droga já estava ensacada, pronta para distribuição, enquanto outra parte estava em fase final de produção.
O delegado César Salgueiro, chefe da Delegacia Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (DIE) em Montes Claros, destacou que a estrutura era similar à encontrada entre Virgem da Lapa e Coronel Murta. “Estamos falando de uma organização criminosa estruturada, que investiu centenas de milhares de reais nesses terrenos”, afirmou. O delegado regional Thiago de Carvalho Passos, da 2ª Delegacia Regional de Pedra Azul, ressaltou que o grupo criminoso teve um prejuízo expressivo com a apreensão, que poderia gerar milhões de reais.
Destruição do material
Seguindo a legislação e com apoio do Corpo de Bombeiros, as equipes da PCMG destruíram o material apreendido por incineração, além de desmontar toda a estrutura encontrada no local. A operação contou com 24 policiais civis das delegacias de Araçuaí, Investigações Especiais de Montes Claros, Regional de Pedra Azul e Coordenação Aerotática.



