O novo projeto do Globo, Vida Boa, trouxe um especial sobre proteínas, com um médico respondendo às principais dúvidas dos leitores. O objetivo é desmistificar o consumo de proteínas e orientar sobre a quantidade ideal para cada pessoa, evitando tanto a deficiência quanto o excesso.
O que são proteínas e por que são importantes?
As proteínas são macronutrientes essenciais para o funcionamento do organismo. Elas atuam na construção e reparação dos tecidos, na produção de enzimas e hormônios, e no fortalecimento do sistema imunológico. O médico explica que a necessidade diária varia conforme idade, sexo, nível de atividade física e estado de saúde.
Quantidade ideal de proteína por dia
Segundo o especialista, a recomendação geral é de 0,8 a 1,2 gramas de proteína por quilo de peso corporal para adultos saudáveis. Atletas ou pessoas com maior demanda podem necessitar de até 2,0 g/kg. No entanto, consumir acima de 2,5 g/kg pode sobrecarregar os rins e causar problemas de saúde.
Fontes de proteína: animal vs. vegetal
O médico destaca que tanto as proteínas animais quanto as vegetais são válidas, mas é importante variar as fontes. Carnes magras, ovos, laticínios, leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) e oleaginosas são boas opções. Para vegetarianos e veganos, a combinação de cereais e leguminosas garante todos os aminoácidos essenciais.
Mitos e verdades sobre proteínas
Entre as dúvidas mais comuns, o médico esclarece que proteína em excesso não se transforma em músculo automaticamente; é preciso estímulo do exercício físico. Além disso, suplementos de whey protein são seguros, mas não substituem uma alimentação equilibrada. Outro mito é que proteína animal é sempre superior – na verdade, ambas podem atender às necessidades se bem planejadas.
Impacto na saúde e dicas práticas
O consumo adequado de proteínas ajuda no controle do peso, pois aumenta a saciedade. O médico recomenda distribuir a ingestão ao longo do dia, incluindo uma porção em cada refeição. Para idosos, a quantidade deve ser um pouco maior para prevenir a perda muscular. Por fim, ele alerta que dietas muito ricas em proteínas podem estar associadas a maior risco de doenças renais e desidratação.



