O Banco de Brasília (BRB) confirmou que participará de uma reunião na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) na próxima semana para discutir o impasse sobre a fiança bancária. No entanto, fontes indicam que as divergências com os bancos privados continuam, e não há expectativa de um acordo imediato.
Contexto do impasse
A disputa gira em torno da exigência de que bancos públicos, como o BRB, ofereçam fiança bancária para garantir operações de crédito. Os bancos privados argumentam que a medida é necessária para reduzir riscos, enquanto o BRB defende que a exigência é desnecessária e onerosa. Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, 'a fiança bancária não é uma prática comum entre bancos públicos e poderia encarecer o crédito para os clientes'.
Reunião na Febraban
A reunião, marcada para quarta-feira, contará com representantes do BRB e de grandes bancos privados, como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. O objetivo é buscar uma solução que atenda a ambas as partes. No entanto, fontes próximas às negociações afirmam que os bancos privados não devem recuar da exigência, o que pode levar a um impasse prolongado.
Impacto no mercado
O impasse já afeta o mercado de crédito, com alguns contratos sendo suspensos. De acordo com dados da Febraban, cerca de R$ 500 milhões em operações estão parados aguardando uma definição. Especialistas alertam que a falta de acordo pode prejudicar a oferta de crédito, especialmente para pequenas e médias empresas. 'Se não houver uma solução rápida, o crédito pode ficar mais escasso e caro', afirmou o economista-chefe de uma consultoria.



