Artistas se mobilizam para impedir que obras de Frida Kahlo deixem o México
Artistas contra saída de obras de Frida Kahlo do México

Um coletivo de artistas e ativistas culturais, autodenominado Defendamos la Colección Gelman, está contestando judicialmente um acordo que permite que obras de Frida Kahlo permaneçam indefinidamente fora do México. A ação visa impedir que cerca de 30 das 160 peças do acervo, que possuem status de monumento artístico, deixem o país ou fiquem no exterior por tempo indeterminado.

O que está em jogo

O acordo em questão foi firmado com o Banco Santander, que detém a coleção. Segundo o coletivo, a permanência das obras no exterior fere a legislação mexicana que protege o patrimônio artístico nacional. A classificação de monumento artístico garante proteção permanente do Estado e exige autorização expressa para viagens ao exterior, o que não teria sido respeitado.

Graciela Iturbide, renomada fotógrafa mexicana, convocou artistas a protestarem pelo retorno das obras. "A criação de Frida Kahlo é um produto indissociável da nossa cultura e identidade nacional. Não podemos permitir que seja tratada como mercadoria", afirmou Iturbide em entrevista coletiva.

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Detalhes da ação legal

A ação judicial pede a anulação do acordo e o retorno imediato das peças ao México. O coletivo argumenta que o Banco Santander não pode dispor das obras como bem entender, pois elas fazem parte do patrimônio cultural do país. Cerca de 30 das 160 peças do acervo possuem o status de monumento artístico, o que lhes confere proteção especial.

O caso ganhou repercussão internacional, com apoio de diversos artistas e intelectuais. A mobilização inclui petições online e manifestações em frente ao museu que abriga a coleção no exterior.

Impacto cultural e político

A saída das obras de Frida Kahlo do México é vista como uma perda irreparável para a cultura mexicana. A artista é um ícone nacional, e suas obras são consideradas patrimônio da humanidade. O coletivo Defendamos la Colección Gelman alerta que a permanência indefinida no exterior pode abrir precedentes perigosos para outros acervos.

O governo mexicano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas a pressão popular aumenta. A expectativa é que a Justiça decida nos próximos meses, enquanto os protestos continuam.

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