Criança supera tumor raro com transplante hepático materno
O menino Vinícius Divino, de 7 anos, morador de Imperatriz, a 626 km de São Luís, venceu um câncer raro no fígado após receber um transplante com parte do órgão doado por sua mãe, Edirlene Divino. O tratamento durou sete meses e exigiu que a família se deslocasse para outros estados, enfrentando dificuldades até chegar a Curitiba, onde a cirurgia foi realizada com sucesso.
Diagnóstico tardio e busca por tratamento
Segundo a mãe, Vinícius começou a apresentar sintomas, mas as primeiras consultas resultaram em diagnóstico de virose. Somente na terceira avaliação, em outubro de 2024, veio a confirmação: hepatoblastoma, um tumor maligno e raro no fígado. A família precisou buscar tratamento fora do Maranhão. “Nós fomos transferidos para Goiânia e, ao chegar lá, também não tinha especialista, não tinha hospital que atendesse e fizesse esse transplante. Foi daí que nós fomos transferidos para Curitiba”, relatou Edirlene Divino, técnica em enfermagem.
Complicações e transplante
No início do tratamento, Vinícius ficou um mês na UTI e sofreu um AVC, que deixou sequelas no coração e interrompeu a quimioterapia. No mesmo hospital, a equipe médica preservou material biológico de outra cirurgia e abriu a possibilidade de realizar o transplante com parte do fígado da mãe, que era compatível. A cirurgia foi um sucesso. “Ver meu filho voltando a andar novamente foi uma emoção muito grande, porque eu achei que ele nem ia mais voltar a andar. Ele ficou muito fraquinho, ficou todo roxo”, disse Edirlene.
Recuperação e retorno para casa
Foram sete meses e vinte dias entre a descoberta da doença, a ida para Curitiba e o retorno para casa. Na volta ao Maranhão, Vinícius foi recebido com festa no aeroporto de Imperatriz e visitou a escola onde estuda. Atualmente, ele se recupera em casa, ao lado da família e do irmão Inácio Divino. “Eu me sinto feliz, animado e alegre por ele estar comigo aqui. E feliz porque posso brincar com ele, passear com ele e me divertir”, disse Inácio. Vinícius deverá ser acompanhado pelos médicos pelos próximos cinco anos.



