Empresas de energia lideram ofertas de ações na B3 no 2º semestre
Energia lidera ofertas de ações na B3 no 2º semestre

As empresas de energia elétrica listadas na B3 devem dominar o mercado de ofertas subsequentes de ações, os chamados follow-ons, neste segundo semestre, com potencial para captar bilhões de reais. A Engie está lançando uma operação que pode chegar a R$ 10,5 bilhões, com fechamento previsto para a próxima semana. Já a ISA Energia planeja levantar R$ 650 milhões. Bancos de investimento indicam que outros nomes do setor também devem acessar o mercado.

Potenciais ofertas do setor elétrico

Entre as empresas que podem realizar follow-ons estão Energisa, CPFL, Eneva e Equatorial. Esta última desembolsou R$ 5,6 bilhões para adquirir 30% da Copasa, empresa de saneamento de Minas Gerais. O pagamento foi feito por meio de financiamento bancário, e a oferta de ações serviria para quitar os bancos. A companhia já sinalizou que um follow-on está entre seus planos, mas sem definir prazos.

Razões para as ofertas

As empresas de energia elétrica têm alta necessidade de capital devido aos investimentos intensivos do setor. Algumas também precisam de recursos para reduzir dívidas. "O setor elétrico tem empresas boas na comparação com outros segmentos e é um setor para o qual o mercado está relativamente aberto a comprar ações", afirma o diretor de um banco de investimento.

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Detalhes da oferta da Engie

Na Engie, o preço de venda será definido no próximo dia 14. A operação visa financiar a aquisição dos 40% da holding francesa na hidrelétrica de Jirau, além de bancar investimentos e compromissos financeiros. O lote base é de R$ 5,7 bilhões, podendo ser ampliado para R$ 10,5 bilhões conforme a demanda. A oferta é coordenada por Itaú BBA (líder), Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley.

Oferta da ISA Energia

Na ISA, o plano é uma emissão de ações para captar recursos para a companhia. A Axia Energia (antiga Eletrobras) detém 20,7% das ações da ISA, e o mercado esperava a venda de parte desses papéis, mas a operação atual não prevê essa venda. A ISA contratou Bank of America, Bradesco BBI, Itaú BBA e BTG Pactual para coordenar a oferta.

Volume de follow-ons em 2026

As ofertas subsequentes de ações já levantaram R$ 13,8 bilhões em 2026 até maio, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O volume saltou em relação ao mesmo período de 2025, quando foi de R$ 3,5 bilhões, impulsionado pela oferta que privatizou a Copasa.

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