LP verde de Sergio Mendes & Brasil'66 celebra 60 anos do álbum que explodiu nos EUA
LP verde de Sergio Mendes & Brasil'66 celebra 60 anos do álbum

O álbum 'Herb Alpert presents Sergio Mendes & Brasil’66', lançado em 1966 pela A&M Records, ganha reedição em LP na cor verde para celebrar 60 anos do disco que apresentou a bossa brasileira ao público norte-americano e global. O pianista, compositor e arranjador fluminense Sergio Mendes (1941–2024) morreu em Los Angeles aos 83 anos, mas seu legado permanece com este marco musical.

O estouro de 1966

O álbum explodiu mundialmente em 1966, dois anos após o sucesso de 'Garota de Ipanema' com Astrud Gilberto (1940–2023) no álbum de Stan Getz e João Gilberto. Com o conjunto Brasil’66, Mendes deu um toque latino ao balanço nacional e seduziu os norte-americanos, tendo como estopim a gravação de 'Mas que nada', samba de Jorge Ben que apresentou o autor ao Brasil em 1963.

O som global de Sergio Mendes

Desde então, o som global de Sergio Mendes se tornou a mais completa tradução da bossa brasileira para ouvidos estrangeiros, inclusive na Europa e no Japão. A reedição em LP – com vinil verde em consonância com a imagem tropical da capa – celebra os 60 anos do álbum que colocou definitivamente o nome do pianista no mapa-múndi do pop, dois anos após ele se estabelecer nos Estados Unidos em 1964.

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Formação e repertório

Com o piano de Mendes, a bateria do ritmista carioca João Palma (1943–2016), o baixo do norte-americano Bob Matthews (1935–2022) e a percussão de José Soares, além da voz da cantora norte-americana Lani Hall, o conjunto Brasil’66 ambientou Beatles ('Day tripper') na atmosfera do jazz latino e repaginou em tons expansivos músicas como 'O pato' (Jayme Silva e Neuza Teixeira, 1960), 'Samba de uma nota só' (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959, na versão em inglês 'One note samba') e 'Água de beber' (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1961). Sem falar na pérola 'Tim dom dom' (João Mello e Clodoaldo Brito, o Codó da Bahia), música lançada em 1962 por João Donato (1934–2023) no álbum 'Muito à vontade' e regravada em 1963 por Jorge Ben no mesmo álbum 'Samba esquema novo' em que Sergio Mendes pescou o samba 'Mas que nada', alavanca do LP de 1966.

Impacto e legado

O álbum se tornou um marco da música brasileira no mundo e ora volta ao formato físico original no embalo da revalorização do vinil. A reedição mantém o som exuberante e extrovertido que contagiou ouvidos estrangeiros, reafirmando a importância de Sergio Mendes como embaixador da bossa nova.

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