Ele achou que era gripe, mas era câncer na garganta
Achei que era gripe, diz homem com câncer na garganta

Um homem de 42 anos, morador de São Paulo, descobriu que estava com câncer na garganta após meses tratando os sintomas como se fossem uma gripe comum. O caso, divulgado pelo hospital Dino, serve de alerta para a importância de não ignorar sinais persistentes.

Sintomas persistentes foram ignorados

João Silva (nome fictício) começou a sentir dor de garganta, rouquidão e dificuldade para engolir no início de 2026. Ele procurou um pronto-socorro, onde foi diagnosticado com uma virose. "Achei que era gripe. Tomei os remédios que o médico receitou, mas os sintomas não passavam", relata.

Após três meses de tratamento sem melhora, João decidiu buscar uma segunda opinião. Exames mais detalhados, incluindo uma laringoscopia, revelaram a presença de um tumor na laringe. O diagnóstico foi de carcinoma de células escamosas, um tipo comum de câncer de garganta.

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Diagnóstico precoce fez diferença

O oncologista responsável, Dr. Carlos Mendes, explica que a detecção precoce foi fundamental. "O tumor ainda estava em estágio inicial, o que aumentou significativamente as chances de cura. Se ele tivesse esperado mais, o prognóstico poderia ser muito pior", afirma.

João foi submetido a uma cirurgia para remoção do tumor, seguida de radioterapia. Hoje, ele está em remissão e faz acompanhamento regular. "Foi um susto, mas aprendi a não deixar sintomas persistentes de lado", diz.

Sinais de alerta do câncer de garganta

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os principais sintomas incluem rouquidão persistente por mais de três semanas, dor de garganta que não melhora, dificuldade ou dor ao engolir, nódulo no pescoço e tosse crônica. Fatores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool e infecção pelo HPV.

O Dr. Mendes ressalta que muitos pacientes confundem os sintomas com gripes ou alergias. "A diferença é a persistência. Se os sintomas duram mais de um mês sem melhora, é essencial procurar um especialista", orienta.

Tratamento e recuperação

O tratamento varia conforme o estágio. Em casos iniciais, cirurgia e radioterapia são comuns. Estágios avançados podem exigir quimioterapia e terapias-alvo. A taxa de sobrevida em cinco anos para câncer de laringe localizado é de cerca de 80%, mas cai para 40% em casos metastáticos.

João hoje participa de grupos de apoio a pacientes oncológicos. "Quero que minha história sirva de alerta. Não ignore seu corpo. Às vezes, o que parece uma gripe pode ser algo mais sério", conclui.

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