Rios da Amazônia se tornam rota do tráfico de supermaconha
Os rios amazônicos Japurá e Puruê, na fronteira com a Colômbia, transformaram-se em corredores para a entrada de 'supermaconha' no Brasil. As drogas, dos tipos skunk e creepy, são transportadas ocultas em embarcações do tráfico que navegam pela região. Em 2024, o Exército apreendeu 93 quilos de maconha skunk perto da Colômbia, em uma operação no Rio Japurá.
Aliança entre Comando Vermelho e dissidências das Farc
As rotas revelam uma aliança entre o Comando Vermelho (CV) e dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Dois colombianos foram presos com drogas e documentos das Farc, evidenciando os laços com o grupo guerrilheiro. Segundo autoridades, o tráfico é impulsionado por interesses econômicos compartilhados, como a mineração ilegal, que cresce na região.
Impacto e necessidade de ação binacional
Entidades de segurança apontam que a atuação conjunta entre Brasil e Colômbia é essencial para enfrentar o problema. A supermaconha, com alto teor de THC, representa um desafio para as forças de repressão, que monitoram os rios e afluentes usados pelos traficantes. A parceria criminosa fortalece o poder de fogo e a logística dos grupos, exigindo respostas coordenadas.



