O Ministério Público Federal (MPF) identificou falhas sistêmicas da Polícia Federal (PF) na fronteira da Amazônia, em Tabatinga (AM), região estratégica para o combate ao narcotráfico. A ausência de postos permanentes e a falta de pessoal criaram, segundo o MPF, um “vácuo de soberania” que é rapidamente ocupado por organizações criminosas.
Falta de pessoal e estrutura precária
Em ação civil pública contra a União, o MPF destaca que a delegacia da PF em Tabatinga enfrenta grave déficit de agentes e recursos. A região, que faz fronteira com a Colômbia, é rota crítica para o tráfico de drogas, mas a fiscalização é insuficiente. “A situação é de abandono”, afirmou o procurador responsável pelo caso.
Vácuo de soberania e impacto no combate ao crime
O MPF aponta que a falta de presença permanente do Estado permite que grupos criminosos atuem com liberdade. “O vácuo de soberania é rapidamente preenchido pelo crime organizado”, diz trecho da ação. A medida cobra a instalação de postos fixos e aumento do efetivo, sob pena de multa diária por descumprimento.
Segundo dados da PF, a apreensão de drogas na região caiu 30% nos últimos dois anos, reflexo da capacidade reduzida de fiscalização. O MPF exige que a União apresente um plano de ação em 60 dias.



