Garotinho ao governo do RJ isola Ruas e beneficia Paes
Garotinho ao RJ isola Ruas e beneficia Paes

O anúncio do Republicanos de lançar Anthony Garotinho como candidato ao governo do Rio de Janeiro amplia o isolamento de Douglas Ruas (PL) e beneficia o prefeito Eduardo Paes (PSD), ao reduzir a chance de alianças para o PL. A movimentação ocorre em meio a uma crise política que levou Flávio Bolsonaro a atuar junto à federação União-PP para tentar conter os danos.

Isolamento de Ruas e vantagem para Paes

Com a entrada de Garotinho na disputa, o PL perde a possibilidade de formar uma ampla coligação de centro-direita, o que isolaria ainda mais Ruas. Segundo analistas, a candidatura de Garotinho é vista como positiva pelo PL, apesar do desejo de ter o Republicanos como aliado, por sua capacidade de tirar votos de Paes e evitar uma resolução no primeiro turno. No entanto, a fragmentação da oposição favorece o atual prefeito, que busca a reeleição.

Flávio Bolsonaro busca apoio da federação União-PP

Flávio Bolsonaro, senador e articulador político do PL, tem mantido contato com lideranças da federação União-PP (União Brasil e Progressistas) para garantir que permaneçam neutros no pleito fluminense. A neutralidade da federação é crucial para evitar que ela apoie Paes, o que fortaleceria ainda mais a candidatura do PSD. A disputa nacional contra Lula também está em jogo, já que o Rio de Janeiro é um estado estratégico.

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Garotinho elegível e divisão de votos

Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, agora elegível após ter sido condenado pela Lei da Ficha Limpa, retorna ao cenário político com potencial de atrair eleitores do interior e de segmentos religiosos. Sua candidatura deve dividir votos principalmente com Ruas e outros candidatos de direita, reduzindo a possibilidade de vitória no primeiro turno. Paes, por sua vez, mantém a liderança nas pesquisas, mas a fragmentação pode forçar um segundo turno.

Impacto na aliança nacional

A crise no Rio reflete as dificuldades do PL em consolidar alianças para 2026. A federação União-PP, que tem peso no Congresso, é cortejada tanto pelo PL quanto pelo PT. A decisão de apoiar ou não Paes pode influenciar a corrida presidencial. Flávio Bolsonaro tenta evitar que a federação se alie a Lula, mas a neutralidade já é considerada uma vitória para o PSD.

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