Temporal atinge seis cidades com ventos de 160 km/h
O temporal que atingiu o interior de São Paulo na última sexta-feira (24) deixou um rastro de destruição em uma área equivalente a 110 mil campos de futebol. Segundo estimativa inicial do governo estadual, 79 mil hectares foram afetados, alcançando cidades como Taquaritinga, Guariba, Barrinha, Pradópolis, Dumont e Ribeirão Preto. Medições do Instituto Agronômico (IAC) registraram ventos de até 160 km/h.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a extensão dos danos é impressionante. “Uma espessa área aí afetada, começando em Taquaritinga, pegando Guariba, Barrinha, pegando Pradópolis, pegando Dumont, pegando Ribeirão Preto. Impressionante o tamanho do estrago, difícil quantificar neste momento. A gente tem feito uma estimativa inicial, 79 mil hectares foram afetados”, declarou.
Danos no agronegócio e ações de recuperação
O setor agrícola foi severamente impactado. Tarcísio visitou a região no domingo (26) e participou da abertura da Coopercitrus Expo 2026, em Bebedouro, onde anunciou medidas de auxílio. “Dá dó a gente chegar e ver aquela estufa que está lá produzindo hortifrutigranjeiro completamente destruída. Vendo os pomares que perderam tudo, vendo a situação do amendoim, dos silos, das estruturas de armazenagem completamente perdidas, investimentos, às vezes, de R$ 200 milhões, R$ 250 milhões. Nós não vamos ficar parados. Nós vamos ajudar”, afirmou o governador.
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou solidariedade às famílias e comunidades atingidas. Em nota, a entidade destacou que “esses prejuízos comprometem a produção local e podem refletir no abastecimento de alimentos, biocombustíveis e outros produtos essenciais”.
“Tragédia poderia ter sido pior”, diz governador
Segundo Tarcísio, o número de vítimas poderia ser maior se o temporal não tivesse ocorrido durante a madrugada. “Só não foi pior, porque pegou de madrugada e a gente não tinha pessoas nas ruas, a gente não tinha criança nas escolas. A gente tem que agradecer a Deus, porque essa tragédia podia ter sido muito pior. A gente podia ter perdido muita gente. O dano material, nós vamos restabelecer. As escolas, nós vamos reconstruir. A rodoviária, nós vamos reconstruir. As casas, nós vamos retelhar. Os silos, nós vamos reconstruir. As estufas, nós vamos reconstruir. E o governo do estado vai andar junto”, afirmou.
Mais de 72 horas depois, falta de energia persiste
Na segunda-feira (27), Ribeirão Preto ainda registrava 1.249 unidades consumidoras sem energia elétrica, o equivalente a 0,35% dos usuários, conforme a CPFL Paulista. Em Guariba, uma das cidades mais atingidas, 3,8 mil clientes continuavam em processo de restabelecimento. Equipes da prefeitura de Ribeirão Preto trabalhavam na retirada de mais de 250 árvores derrubadas pela força dos ventos.



