O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, nesta terça-feira (5), a operação “Efeito Colateral” para desarticular um esquema de falsificação de atestados médicos que garantia prisão domiciliar a detentos em Itajaí (SC). Durante a ação, um médico suspeito reagiu a tiros e feriu um policial militar na perna. O agente foi levado ao hospital e está estável.
O crime ocorreu na casa do médico, em Camboriú (SC). Segundo a polícia, ele disparou ao menos quatro vezes contra o agente. No local, foram apreendidas uma pistola, um revólver, uma espingarda, munições e mais de R$ 100 mil em espécie. O Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que investigará a conduta ética do profissional.
Além do médico, foram presos uma advogada, uma secretária e um detento beneficiado pelo esquema. A secretária é suspeita de negociar valores e agendar consultas com presos; a advogada faria a intermediação entre os criminosos e o médico, além de protocolar pedidos de prisão domiciliar baseados em atestados falsos. O grupo simulava comorbidades graves e inexistentes para fundamentar os pedidos de liberdade.
Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná. Também são alvos da operação detentos que receberam os benefícios e estão foragidos. As defesas dos presos afirmaram que colaboram com a Justiça e que ainda não tiveram acesso integral aos autos.



