A AstraZeneca descartou que a adoção de inteligência artificial (IA) levará a cortes de pessoal. Em declaração à imprensa, o presidente da farmacêutica, Pascal Soriot, afirmou que a tecnologia será usada para capacitar os funcionários, e não para substituí-los. A empresa investiu US$ 1 bilhão em IA nos últimos três anos, com foco em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos.
IA como ferramenta de aprimoramento
“A inteligência artificial não substituirá nossos funcionários, mas sim os capacitará a serem mais eficientes”, disse Soriot. Ele destacou que a IA permite acelerar a descoberta de moléculas e reduzir custos operacionais, mas que o fator humano continua essencial para a tomada de decisões estratégicas. A empresa planeja treinar 90% de seus colaboradores em ferramentas de IA até 2027.
Impacto no setor farmacêutico
O setor farmacêutico tem investido pesadamente em IA. Segundo a consultoria McKinsey, a tecnologia pode gerar até US$ 100 bilhões em valor anual para a indústria. No entanto, preocupações com desemprego tecnológico são frequentes. Soriot enfatizou que a AstraZeneca vê a IA como uma oportunidade de crescimento, e não de redução de quadro.
A farmacêutica já utiliza IA em projetos como o desenvolvimento de medicamentos para câncer e doenças cardiovasculares. “A IA nos ajuda a analisar grandes volumes de dados genômicos e clínicos, o que acelera a identificação de alvos terapêuticos”, explicou o executivo.
Investimentos e parcerias
A AstraZeneca firmou parcerias com empresas de tecnologia, como a NVIDIA, para desenvolver modelos de IA personalizados. O investimento de US$ 1 bilhão inclui a criação de um centro de excelência em IA no Reino Unido, com capacidade para processar 10 petabytes de dados por mês.
“Acreditamos que a IA pode revolucionar a medicina, mas sempre com o toque humano”, concluiu Soriot. A empresa também anunciou que não haverá demissões em massa relacionadas à automação nos próximos cinco anos.
Especialistas do setor elogiam a postura da AstraZeneca. “É uma abordagem equilibrada que reconhece os benefícios da IA sem ignorar o valor do trabalho humano”, afirmou Maria Silva, analista do Banco de Investimentos XYZ. Ela ressaltou que a estratégia pode servir de modelo para outras empresas.



