Liberação completa após longa interdição
No sábado (25), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou a liberação total do trânsito na BR-472, no trecho entre Bento Gonçalves e Veranópolis, na Serra das Antas. A rodovia estava parcialmente interditada desde maio de 2024, quando a catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul provocou mais de 90 deslizamentos de terra no local. Os danos foram tão severos que parte da via ficou completamente bloqueada por quase dois meses, exigindo obras extensas de reconstrução.
Detalhes das obras e sinalização
A liberação ocorreu após a conclusão dos serviços de pavimentação e sinalização no viaduto localizado no quilômetro 192 da rodovia. Além disso, foram realizados ajustes operacionais na frente de obras para garantir a segurança dos motoristas. Segundo o Dnit, “diante dos impactos causados pelas fortes chuvas na infraestrutura viária da região, a medida amplia a mobilidade da população e garante uma alternativa segura e contínua para o deslocamento pela Serra das Antas, especialmente enquanto outras ligações viárias permanecem com restrições”. O tráfego de veículos agora está livre 24 horas por dia.
Orientações aos motoristas
Apesar da liberação total, o Dnit alerta que o sistema pare e siga poderá ser adotado durante o dia em alguns pontos onde ainda há obras de reconstrução em andamento na rodovia. A orientação é que os motoristas respeitem a sinalização e as instruções das equipes que trabalham no trecho. A medida visa garantir a segurança de todos enquanto os trabalhos finais são concluídos.
Impacto da enchente de 2024
A enchente de maio de 2024 foi uma das piores já registradas no Rio Grande do Sul, causando estragos em diversas rodovias estaduais e federais. Na BR-472, os deslizamentos de terra danificaram pontes, viadutos e pavimento, interrompendo o fluxo de veículos e prejudicando o transporte de cargas e o deslocamento de moradores entre as cidades da Serra. A liberação representa um alívio para a região, que dependia de rotas alternativas mais longas e precárias.
Com a conclusão das obras, a expectativa é que a economia local se recupere, facilitando o escoamento da produção agrícola e o turismo na região. O Dnit informou que continuará monitorando o trecho e realizando manutenções preventivas para evitar novos deslizamentos.



